Posts com Tag ‘Pixar’

Operação Big Hero

Publicado: dezembro 20, 2014 em Cinema
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operacaobigheroBig Hero 6 (2014 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

A toda poderosa Disney, além de comprar a Pixar, também adquiriu o estúdio Marvel, não era sem tempo a congruência dos dois universos e o lançamento da primeira animação da Marvel. É, sem dúvida, um ponto de intersecção entre eles, tantos elementos de filmes de heróis são transportados para cá, assim como o humor característico da Pixar. É uma união que fará sucesso nas bilheterias, mas não necessariamente resulta em uma das grandes animações do ano.

Sob direção de Don Hall e Chris Williams, o roteiro começa carregado das lições de moral, um garoto prodígio sendo encaminhado por seu irmão mais velho para os estudos. A rápida introdução, de forte apelo familiar, rapidamente absorve a fórmula de heróis com poderes, ou robôs que resolvam a parada. Em diante, basta criar sequencias de ação, um vilão, um segredo, e algum envolvimento militar. Os personagens tentam ser divertidos, mas a grnade sacada mesmo é a antagonita relação robô-médico com sua nova função “de batalha”. O final já deixa o caminho abreto para a continuação, não que fossemos precisar.

November 1st, 2013 @ 20:51:56Frozen (2013 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

A Disney tenta unir o classicismo de suas animações e a estrutura narrativa da Pixar, que praticamente reinventou o gênero. De um lado, reinos e princesas, um mundo encantado e formoso. Do outro, uma estrutura de 4 personagens, sendo um casal de protagonistas, um como alívio cômico e um fortão servindo de escada (de A Era do Gelo a Shrek, o mesmo formato). Outra característica é a presença de muitas canções, funcionando como falas cantadas,  e são tantas que quase poderia ser considerado um musical.

Essa integração clara entre duas escolas de animação oferece ao mundo Disney um aspecto geral mais palatável, deixando um pouco aquele mundo fantasioso para dar espaço a esse humor mais moderno. Por outro lado, não deixa de ser a mesmice de sempre, dessa vez com o gelo tomando conta do 3D. O Frozen dos diretores Chris Buck e Jennifer Lee não encanta, mas agrada, como mais um produto atrativo a crianças e adultos, dentro daquela máxima eterna do “em time que está ganhando não se mexe”, vamos lá gastar a fórmula à exaustão.

 

PS: o que vale mesmo a pena é o curta que está sendo exibido antes de Frozen. É Hora de Viajar é simplesmente sensacional. Um resgate valioso dos primórdios das animações da Disney (2D, traços simples em preto e branco) mesclado com um uso perfeito da tecnologia 3D, em cores exuberantes. Essa integração de décadas de tecnologia forma um conjunto impressionante.

pixar-logo• The Pixar Theory: alguém lançado uma tese de que todos os personagens dos filmes da Pixar estão conectados e fazem parte de uma grande história [Jon Negroni]

• Cinemateca Brasileira: estou com o Inácio Araujo, será que vamos ter que ir as ruas para acabar com a paralisia absurda da Cinemateca? [Blog do Inácio Araujo]

• James Bond: após o sucesso de Skyfall, era de se esperar que fosse confirmado Sam Mendes como diretor do Bond 24, o próximo filme do 007 [AdoroCinema]

• Oldboy: finalmente sai do trailer da refilmagem da obra-prima coreana [Youtube]

• Selton Mello e Wagner Moura: no elenco do próximo filme de Stephen Daldry [AdoroCinema]

• Sam Rockwell: em entrevista sobre seu novo filme [Slant Magazine]

• Johnny Deep: e todas as suas interpretações excêntricas [AdoroCinema]

• Os Imperdoáveis: trailer do remake japonês com Ken Watanabe [Collider]

Univerdade Monstros

Publicado: junho 24, 2013 em Cinema
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MONSTERS UNIVERSITYMonsters University (2013 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

A Pixar demorou demais para retomar os personagens, desde o filme anterior as animações mudaram demais, e agora, o prequel dirigido por Dan Scanlon surge defasado visualmente, com um estilo de linguagem unica-e-exclusivamente voltado para crianças pequenas. As piadas não funcionam bem, o roteiro focado no surgimento da amizade entre Mike e Sullivan busca o clichê da turma de loser que unidas se tornam “os maiorais”.

Funciona apenas como curiosidade ao rever todos esses personagens, descobrir quais os caminhos que seguiram até chegar no filme anterior. A aposta em novos personagens é outro ponto que não funcionou, nenhum deles é cativante. Scanlon e a Pixar se mostram tão, estranhamente, atrasados, que o efeito 3D do filme é fraco, quase imperceptível, os monstros na universidade soa como vários passos atrás.

A Era do Gelo

Publicado: maio 4, 2002 em Cinema
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aeradogeloThe Ice Age (2002 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

A grande atração, dessa animação de enorme sucesso nos cinemas, nem está na história, propriamente dita. Scratch, o pequeno esquilo que surge, de repente, sem mais nem menos, carregando uma avelã que é quase do seu tamanho, é capaz de causar as mais inimagináveis gargalhadas. O pequeno esquilo tenta escondê-la em local seguro, protegendo-se contra o inverno glacial da Era do Gelo que se aproxima, a cada aparição a gargalhada é ainda maior. É ele quem abre e fecha o filme, e repentinamente ressurge, para trazer boa dose do inesperado e do criativo.

Já os verdadeiros protagonistas dessa história parecem uma adaptação (bem batida) de sucessos semelhantes como Shrek e Monstros S.A.. Um grupo heterogêneo de personagens, que se veem unidos, sempre com um forte e rabugento, outro atrapalhado e engraçado, alguém fofo o bastante para causar comoção na plateia. É a mesma fórmula, com outros animais, adaptando aquele velho ditado “em roteiro que está ganhando não se mexe”.

Enquanto todos os animais estão migrando para o sul, na fuga do inverno rigoroso, Sid (bicho-preguiça) e Manfred (mamute) se encontram e seguem o caminho contrário. Os dois dão de encontro com um bebê humano e decidem levá-lo ao encontro da família, mesmo sabendo como são os humanos (caçadores implacáveis). Diego (tigre-dente-de-sabre) que estava atrás do bebê, se une aos dois prometendo “ajudá-los”, mas suas intenções eram outras, tal qual o instinto de sua espécie. Desse grupo bizarro surgem afeições, trapalhadas, amizades, traições, e um carnaval de situações. Divertido, infantil, mas são apenas novas roupagens para o que já se consagrou recentemente. Dirigido por Chris Wedge e co-dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha.