Posts com Tag ‘Ray Liotta’

TheIcemanThe Iceman (2012 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

A história verídica de Richard Kuklinski (Michael Shannon), um assassino de aluguel trabalhando para máfia. O filme dirigido por Ariel Vromen, e com a presença de um elenco repleto de nomes de peso, nunca consegue sair do lugar-comum de filmes de mafiosos frios, que mantêm sua “profissão” às escondidas da família.

Vromen aposta na interpretação de Michael Shannon e na constante repetição de diferentes tipos de morte. A impossibilidade de sair da inércia na direção condena o filme a uma charmosa reconstituição das décadas entre 60 e 80, e a frieza que tornou Kuklinski notório, um assassino de centenas de encomendas.

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ohomemdamafiaKilling Them Softly (2012 – EUA) 

O falatório e as quase crises existenciais dos gangsteres, alinhadas com a crise financeira nos EUA em 2008, e a mudança da presidência de Bush para Obama, não funcionam como argumento miseravelmente cativante no filme dirigido por Andrew Dominik. As conversas moles, a falta de punch nas cenas, e essa relação máfia x governo, não conseguem defender o que o filme essencialmente é: um bandido buscando os bandidos que roubaram outros bandidos.

É bem por aí, um assalto a um jogo de pôquer que estava sendo patrocinado pela máfia. Vem Brad Pitt descobrir quem foram os assaltantes. Fora isso, muita conversa fora e quase nenhuma ação. Dominik tenta filmar com pose, inventar conexões onde não há, e brincar de metáfora com a situação financeira americana.

totalmenteselvagemSomething Wild (1986 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Executivo sente-se fortemente atraído por uma mulher sexy e misteriosa e acaba caindo nas armadilhas da sedutora, trama original e bem elaborada, não? A seguir uma série de acontecimentos, em velocidade alucinante, e inverossimilhança absurda. Charles Driggs (Jeff Daniels) estava almoçando, tranquilamente, tentou dar uma de malandro para não pagar a conta, e disfarçadamente saiu do restaurante de fininho. Na rua uma jovem atraente, Lulu (Melanie Griffith), repreendeu-lhe e após uma pequena conversa, os dois partem no carro dela. O que parecia estar se transformando numa transa casual torna-se um relacionamento muito além do exótico.

Uma paradinha num motel e Lulu já leva Charles para a casa de sua mãe e o apresenta como seu novo marido. Entre pequenas aventuras, como não pagar contas de restaurantes, vem o plano para festa de reencontro dos formandos de Lulu. Quem aparece na festa é Ray Sinclair (Ray Liotta), o ex-marido de Lulu, que acabara de sair da prisão e pretende reatar o relacionamento com a esposa. Ele faz o tipo extremamente violento e ciumento, e facilmente dá um “chega” para lá em Charles. Tudo parecia resolvido, mas Charles percebe que aqueles dias com Lulu mudaram sua vida, e planeja tentar recuperá-la a qualquer custo.

Sob a direção de Jonathan Demme, destaca-se a superficialidade, tanto na excentricidade como na violência. O roteiro banal e previsível podem até torrar a paciência do público de tanta mesmice. Jeff Daniel é tão bobo em cena que dá dó, Melanie Griffith tem seus momentos de brilho se esforçando no sex appeal e Ray Liotta aparece bastante discreto.