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guerra-de-canudosGuerra de Canudos (1996)  estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Um dos principais momentos da história do país relatado sob a ótica de uma família nordestina. Pouco se fala sobre como foi formado, ou os motivos do movimento, os holofotes do filme estão todos sob a vida dessa família em questão. As dificuldades, a situação imposta pela nova república, a alta cobrança de impostos, Canudos foi apenas um povoado organizado, onde as pessoas lutavam em prol da comunidade. O interesse de todos prevalecia. Mas isso era uma afronta aos governantes, que não poderiam aceitar um povoado que pudesse se auto-organizar, ser tão independente.

A história começa com as dificuldades da família de Zé Lucena (Paulo Betti), na miséria e o pouco que tinham o Estado tomou para recolhimento de impostos. Desiludido, Zé Lucena decide seguir, com sua família, na peregrinação de Antonio Conselheiro (José Wilker), uma espécie de Messias que pregava a palavra de Deus, e era seguido por centenas de fiéis.

Depois de meses caminhando, Antonio Conselheiro escolhe um lugar para formar um povoado com seus seguidores. Ali constroem suas casas, e fincam um vilarejo próspero. Sabendo do poder do lugar, o presidente Floriano Peixoto manda tropas, e dá-se início a Guerra de Canudos. Começa uma batalha dolorosa e sangrenta, marcada nos livros de história do Brasil.

O diretor Sergio Rezende, especialista em temas históricos brasileiros, suscita o conflito religioso, e as verdadeiras razões do governo, partindo apenas da vida dessas famílias e dos soldados durante a guerra.

Tolerância (2000)

Um casal mergulhando num jogo, não programado, de infidelidade, erotismo e tolerância. Personagens com valores diferentes da sociedade mais tradicional tumultuando um matrimônio que parecia tão sólido Entre aspirações políticas, e sonhos, Júlio (Roberto Bomtempo) e Márcia (Maitê Proença) vivem longos anos de casamento. Ela uma advogada inescrupulosa, ele um editor de fotos para revistas pornográficas. A confissão de uma pulada de cerca leva o traído a extrapolar sua libido e também buscar sexo com outra pessoa. O quanto um casal pode tolerar essas aventuras extra-conjugais?

O filme sai em busca de uma analogia entre a luta do MST e a vida conjugal. O filme todo é um mar de clichês, o diretor Carlos Gerbasenão consegue ir muito além da exploração da sensualidade de Maitê Proença e da presença como uma Lolita de, Maria Ribeiro. Sensualidade à parte, porque as interpretações nem são destacáveis, é necessário, realmente, muita tolerância para conseguir levar a trama até o fim.