Posts com Tag ‘Romain Duris’

umanovaamigaUne Nouvelle Amie (2014 – FRA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

A carreira de François Ozon dava sinais mais promissores do que efetivamente se estabeleceu. A sensualidade nos suspenses (À Beira da Piscina), a predominância feminina nas comédias (8 Mulheres), e o tom intimista nos dramas (O Tempo que Resta) – só para citar filmes produzidos num espaço curto de tempo – passou. Ozon carrega o eclético, como também o irregular. Os temas permanecem (sensualidade, sexualidade, prioridade pelo feminino), a pegada, e a desenvoltura, há tempos não é mais a mesma. Neste novo filme, Ozon lembra Almodovar, porém faz de seu galã (Romain Duris), e protagonista, uma caricatura de um travesti. Aprofundamento raso, a comédia quase avergonhada.

Infelizmente, o filme faz todo sentido na carreira de Ozon, principalmente dentro dessa irregularidade que parece ser a tônica da última década. O cineasta parece o típico nome que goza de prestígio, mas que teima em não acertar mais. O inusitado em ver Duris, vestido como uma diva, se sustenta por poucos minutos. A falta de profundidade só traz uma simpatia marota pelos personagens, e um desenrolar de trama profundamente desinteressante.

oenigmachinesCasse-Tête Chinois (2013 – FRA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

O terceiro filme da trilogia é bem mais digno que o anterior (Bonecas Russas), por mais que o ritmo de vida da turma, que se encontrou em Barcelona e agora beira os 40, se aproxime da irregularidade de uma república de universitários. Parte é reflexo da realidade atual, dessa quebra com paradigmas de famílias extremamente estáveis. Porém, por outro lado, foi a forma encontrada pelo diretor Cédric Klapisch em lidar com humor e trazer alguma irreverência a seus personagens.

Nesse mundo reencontramos o escritos Xaiver (Romain Duris), e as mulheres que circudam a sua volta (Audrey Tautou, Cécile de France e Kelly Reilly). Temas da maturidade sob a forma do confuso, complexo e insconstante Xavier lidar. Filhos, divórcios, amigos em crise, mudar para outro país. Klapisch tenta brincar com a questão de visto nos EUA (green card, essas coisas), acerta em algumas piadas, nem tanto em outras (pelo exagero). Mas, até que consegue retomar um pouco do espírito do primeiro filme (O Albergue Espanhol), e tomara que, dessa forma, tenha fechado essa história, mas nunca se sabe.

adatilografaPopulaire (2012 – FRA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Na visão do diretor Regis Roinsard, os anos 50 foram coloridos e tão perfeitinhos (e vazios) quanto uma casa de bonecas. Tudo tão bonitinho e bem cuidado que os olhos quase podem quebrar. A garota vem do interior (Déborah François) tentando um emprego de secretária/datilógrafa, para fugir da vidinha e do casamento arranjado, e acaba entrando em competições da datilógrafa-mais-rápida-do-mundo.De quebra se apaixona pelo chefe (Romain Duris), que em seu íntimo tenta provar a seu pai seu valor, ser o numero 1 em qualquer coisa.

Exceto pelo clima da década, a comédia romântica francesa não passa de mais um a seguir a cartilha do gênero, incluindo separações e happy end em grande estilo. Como um anuncio de perfume (ou de máquina de escrever), Roinsard narra seu conto romântico com obviedade, safamos apenas quando utiliza o contraponto romântico que Bérénice Bejo representa.