Posts com Tag ‘Rory Culkin’

afitaazulElectrick Children (2012 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

A estreante roteirista e diretora Rebecca Thomas parte do mesmo tema das descobertas adolescentes, do experimentar. Ela vai mais longe ao tornar protagonista de sua viagem uma jovem vivendo numa comunidade de religiosos ortodoxos, enfiados no meio de Utah. Esse disparate entre a vida regrada e conservadora e o mundo de uma comunidade de jovem que vivem entre drogas, rock, sexo e skate, e uma garota que acredita ter tido uma gravidez imaculada (via uma música de uma fita azul) é o cumulo dos extremos.

Thomas tenta a pegada pop, tenta trazer a tona os costumes ultra-conservadores, sua inexperiência atira para todos os lados. Restam fragmentos de personagens, pequenas partes que não formam um todo coeso. Nem a sensibilidade prometida, nem o explorar esses dois mundos distinos. O filme vive em cima do muro, flertando com tudo e todos, para em seu final, entre tantas contradições, queria mesmo um final feliz para seus personagens.

sinaisSigns (2002 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Um teste de fé! O conteúdo religioso é muito mais presente do que os trailers poderiam vender. Um suspense testando a fé de um homem, que deixou de acreditar. O roteiro usa o suspense, a questão alienígena como pano de fundo, colocando a prova a fé do protagonista, um antigo padre que deixou de acreditar em Deus após o acidente automobilístico fatal de sua esposa.

Graham (Mel Gibson) mora com seu irmão Merril (Joaquim Phoenix), e seus filhos (Rory Culkin e Abigail Breslin) numa fazenda que, certa manhã, estranhos desenhos aparecem no meio do milharal. As plantas estão todas deitadas de maneira uniforme, impossível ser feito à mão, e sem emitir algum barulho. Os animais começam a ficar violentos, tanto em sua fazenda como na da vizinhança. Em poucos dias, a TV começa a mostrar desenhos semelhantes, em várias plantações, ao redor do mundo. Além de imagens de estranhos corpos iluminados no céu. Graham tenta proteger seus filhos das informações aterrorizantes, mas o assunto fascina a todos, não só em sua casa. A expectativa quanto à intenção dos extraterrestres e a espera de uma possível invasão toma conta dos noticiários, o assunto monopoliza conversas em bares, e onde mais se possa imaginar.

M. Night Shyamalan volta a perder parte do prestígio conquistado com o fenômeno O Sexto Sentido, seu novo trabalho cai no colo da decepção. Começando pela pieguice de sua tentativa de imitar o monstro do suspense Alfred Hitchcock. Seu filme é lento, quase como um filme de arte, os close-up’s exagerados, e o tema do sobrenatural acaba pouquíssimo aprofundado. Mesmo a questão da fé não é tão intrigante assim. Shyamalan perde mais tempo com personagens assistindo noticiários e lendo livros sobre Et’s. Os últimos 15 minutos dão novos ânimos ao filme, mesmo que não o bastante para recolocar o filme nos eixos, porque na memória ficam algumas das cenas ridículas como a que mostra Mel Gibson e Joaquim Phoenix, sentados em frente à TV, com as mãos nos joelhos, exatamente na mesma posição, assustados com o que vêem na tela (parecia mais filme de comédia besteirol).