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Do The Right Thing (1989 – EUA) 

O locutor de rádio (Samuel L. Jackson) desperta a população do bairro, “o dia é quente, muito quente” não cansa de repetir Love Daddy. Os termômetros chegam aos quarenta graus e as pessoas preparam-se para ir ao trabalho. E a temperatura é apenas uma das partes dessa crônica que Spike Lee lança em sua estreia no cinema. Com jeito irreverente e narrativa ágil, o cineasta parte das tensões numa rua do Brooklyn para uma contundente crítica racial e social.

A música, o jeito de andar, de falar, a forma de defender suas crenças e lutar pelas injustiças. Lee coloca a cultura negra americana em cada fotograma.  O próprio diretor assume o figura de Mookie, o entregador de pizza, enrolado entre seu jeito malandro, o relacionamento conturbado com a latina (Rosie Perez), mãe do seu filho, e os momentos em que fica perturbando a irmã. Diversos personagens orbitam à volta de Mookie, ou da pizzaria, mas é ele a cabeça pensante, explosivo quando precisa ser, contundente a cada discussão.

O calor, a incompreensão, a necessidade desse impor, ingredientes que vão direto para a panela de pressão que se torna a pizzaria dos ítalo-americanos, cheio de amor por sua cultura. Antes da explosão anunciada, pequenos tipos que formam o cotidiano, apenas recheiam a capacidade de Lee em condensar o cotidiano do bairro de minorias marginalizadas (orientais, latinos). A fúria racial oriunda de uma ideologia quase tribal. A tensão é elevada quando um negro reclama de só haver quadros de brancos enfeitando a parede da pizzaria. Neste ponto que sentimentos se revelam, personagens chegam à últimas consequências, e a violência toma conta de todos.

O racismo colocado à flor da pele, Spike Lee evoca o pior da humanidade, o descontrole injustificável e só mesmo recordar Martin Luther King e Malcom X para tentar mostrar que todos estão errados, que a forma de lutar não é esta, e que a brutalidade só traz um irreparável dano a humanidade.

 

parquedosdinossaurosJurassic Park (1993 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

Steven Spielberg é sem dúvida nenhuma um idealista. Inova sem medo de errar, e nos projetos mais inventivos dificilmente erra. É um mestre do cinema comercial, um hipnótico do entretenimento. Raros os casos dos que conseguem obter sucessos estrondosos, repetidas vezes, no mundo do cinema. Dessa vez foram os dinossauros o instrumento de fascinação coletiva utilizada por Spielberg, e novamente emplacando uma das maiores bilheterias da história do cinema.

John Hammond (Richard Attenbourgh) é um milionário que decidiu investir em um parque de diversões, onde as atrações são dinossauros, em carne e osso. Seus cientistas conseguiram trazer à vida diversas espécies, e com um grande esquema de segurança John transforma uma ilha num parque temático. Os investidores têm inúmeros receios, exigem um parecer de segurança, de alguns cientistas especializados, para tocar o proejto em frentes.

Dr. Alan Grant (Sam Neill) e sua namorada, Dra. Ellie Sattler (Laura Dern), juntamente com o Dr. Ian Malcolm (Jeff Goldblum) foram os encarregados em inspecionar a ilha. Dennis Nedry (Wayne Knight), responsável pelos sistemas de computação da ilha, tem planos ambiciosos. O vilão nerd conseguiu alguns compradores interessados em embriões de dinossauro, e para roubá-los ele desliga os sistemas de segurança, no momento em que os especialistas estão inspencionando o parque. Dinossauros à solta, pânico está instaurado.

Baseado no best-seller de Michael Crichton, Spielberg realiza outra aventura alucinante. Calcado nos ótimos efeitos especiais que trazem enorme veracidade aos dinossauros, o cineasta marca época novamente. Mesmo com atuações caricatas e nada além do regular, o filme recria personagens perdidos, constrói um universo perfeito para mais uma aventura inesquecível do mago do cinema de sonhos aventureiros.

anegociacaoThe Negotiator (1998 – EUA/ALE) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Tensão. A melhor palavra para expressar esse surpreendente filme dirigido por F. Gary Gray. Calcado em diálogos astutos e nervos à flor da pele, do início ao fim, Gray provoca o público com a trama de policias corruptos e negociadores de sequestros. Danny Roman (Samuel L. Jackson) é desses policiais especializados em negociações de seqüestros com reféns. Seu parceiro, havia descoberto, que policiais, do mesmo distrito deles, estavam desviando dinheiro de fundos de pensão. Resultado: apareceu morto logo após.

Numa grande armação Roman foi a pessoa encontrada junto ao corpo, além de outras provas que estavam em sua própria casa. Acusado de fraude e assassinato, ele vai até a direção de assuntos internos para esclarecer o que estava acontecendo. A situação perde o controle, ele acaba fazendo alguns reféns, entre eles seu chefe, Al Travis (John Spencer), e o Inspetor Terence Niebaum (J. T. Walsh), na esperança de assim descobrir a verdade, e salvar sua reputação. Sem confirmar em ninguém, Roman solicita um negociador de outro distrito. ue trabalha em outro distrito: Chris Sabian (Kevin Spacey). A policia pronta para invadir o prédio, dois negociadores que conhecem as artimanhas da profissão, e o tempo se esgotando enquanto Roman tenta incriminar os verdadeiros criminosos que estão lá fora.

starwarsIStar Wars: Episode I – The Phantom Menace (1999 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

E aguardadíssimo retorno da saga Star Wars, a mais poderosa franquia do cinema. Há tempos que o primeiro filme da série havia sido numero como IV, portanto havia uma trilogia a ser filmado, que contasse o antes. Em entrevistas, George Lucas disse ter preferido alterar a ordem porque imaginava que a tecnologia dos anos 70-80 não lhe daria o suporte desejado. Finalmente chega a hora de retomar a saga, e entender de onde surgiu a lenda Darth Vader.

A história é sempre a mesma, algum plano mirabolante, de um grupo, para invadir e dominar outro grupo (ou planeta). Aqui a Federação impôs um bloqueio ao planeta Naboo, e o senador Palpatine (Ian McDiarmid) finge proteger Naboo e a Rainha Amidala (Natalie Portman), quando é um dos líderes da invasão. Entram em cena Jedis para proteger Naboo, e um jovem garoto escravo, Anakin Skywalker (Jake Lloyd), piloto de corridas de pod, que o destino faz ajudá-los nessa empreitada. Qui-Gon Jinn (Liam Neeson) sente uma presença forte da Força no garoto, ele pode ser o escolhido, aquele que trará equilíbrio e passa ser treinado nas práticas Jedi.

E o resultado é a dominação dos efeitos especiais. Depois da burocrática iniciação da trama, com acordos comerciais e explicações demais, o filme vive apenas das possibilidades que os efeitos oferecem. Os personagens não são nada carismáticos, a trama infantilizada. Sobrevive da sombra da saga, funcionando como trampolim para os dois próximos filmes. A corrida de pod é um dos momentos melhores, porém é a luta dos Jedis, contra Darth Maul, e seu sabre de dois lados, o grande momento deste filme decepcionante.