Posts com Tag ‘Scarlett Johansson’

Marriage Story (2019 – EUA) 

O tema da separação, do fim do matrimônio, é um tema caro a Noah Baumbach, e ele está de volta, dessa vez, provavelmente, com mais alcance do que nunca. Scarlett Johanson e Adam Driver formam o casal de atriz e diretor de teatro cujo em processo de separação. Muitos tentam comparar o filme com o clássico Cenas de um Casamento, do Bergman, não façam isso, por favor.

Temos aqui um filme que se equilibra na irregularidade dessa fase de separação. A dor da separação, sentimentos misturados, a imposição de vontades próprias, a descoberta do outro em momentos de fúria, ou de egoísmo. Mas, algumas escolhas do roteiro beiram à vilanização de personagens e situações, ou de criar algumas cenas necessárias para dar palco a interpretações mais explosivas. Há risos e choros, há longas cenas com advogados, e outras com o filho ou com a família que deixa de ser sua. Quando um casal se separa, todos se separam de alguma forma, família, círculo social, e mais adiante, tudo se reestabelece. Mas o filme de Baumbach, talvez seja, condescendente demais com a persona masculina, e o desequilíbrio na balança atrapalha. Ainda assim, é o tipo de filme que não temos visto atualmente, não dessa forma, e com um tipo de situação que segue sendo mais que rotineira. Afinal, esse amor da alma gêmea só se vive mesmo nas músicas pop e nas comédias românticas.

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Captain America: Civil War (2016 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

O ano em que o cinema viu os primeiros filmes de super-heróis brigando entre si. Batman vs Superman, e agora Os Vingadores (cada lado sendo liderado por Capitão América e Homem de Ferro) e muita porrada entre eles. E por mais que ambos tenham o fato gerador da briga muito parecido (a morte de inocentes e a responsabilidade dos heróis por estas mortes), Marvel e DC realizam filmes completamente diferentes. E a Marvel ganhou fácil essa disputa.

É outro produto essencialmente conciso dentro do que o estúdio vem apresentando como Universo Expandido, um novo ponto unificando personagens que foram lançados em filmes solo (Homem Formiga) ou que serão em breve (o novo Homem Aranha, ou o Pantera Negra). Como se apresenta como “filme-solo” do herói com esculo, e não um filme dos “Vigadores”, o humor não tem o mesmo tom exagerado, por mais que algumas piadinhas esteja espalhadas entre as cenas de luta. É, essencialmente, um filme de muita porrada intermediado por discussões quase políticas sob aceitar, ou não, a supervisão da ONU. Faltam personagens (Thor e Hulk), e se a disputa filosófica entre Rodgers e Stark parece bem desenvolvida, a tomada de partido dos demais nem sempre se configura tão politizada, chegando a parecer aquela pelada onde os capitães saem escolhendo seus times.

A primeira sequencia de ação (que dá uma saudade danada da sequencia de assalto ao banco do Batman de Nolan), em Lagos, culmina em todo peso dramático do filme, ainda que o momento tão intenso seja rapidamente cortado para um encontro dos heróis num escritório. É a constatação que os irmãos Russo tem a missão de explicar as razões da briga, mas não ir muito profundo nessas feridas.

Há ainda um vilão na trama, que tempera ainda mais essa disputa. E há também a dubiedade do Soldado Invernal, mas novamente a Marvel peca em não criar vilões poderosos e inesquecíveis, ou em subaproveitar tantos personagens que espalha em seu filme. É tudo arquitetado para colocar seus produtos em destaque, o filme funciona perfeitamente bem, por exemplo, para resgatar o Homem-Aranha, e lhe oferecer nova possibilidade de retomar o personagem. Enquanto isso, vai mais fundo nas diferenças e personalidades de Rodgers e Stark, até constatar o quanto esses personagens carregam consigo o peso da perda dos pais (podem reparar, todos carregam o fardo, tanto Marvel, quanto DC).

O filme vale mesmo pela monstruosa sequencia no aeroporto, ali o fã pode se decilicar com o melhor de cada um dos poderes de seus heróis, a porradaria convincente, ainda que alguns nem saibam direito porque estão lutando por aquele lado. E dessas fragilidades que os irmãos Russo teorizam seu filme, com lutas cheias de câmera tremida (algumas que beiram o insuportável) e as sacadinhas de humor, porém mostram fragilidades que podem cegar por vingança ou teimosia, tal qual a imperfeição humana.

vingadores2aeradeultronAvengers: Age of Ultron (2015 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Passada a novidade do encontro dos heróis da Marvel, num mesmo filme, e das sequencias dos filmes individuais, chega a hora do novo encontro dos Vingadores, e surge uma pergunta: Até quando os filmes permanecerão tão iguais? Porque, se teremos uns três filmes por ano, dessa turma, há que se apresentar algo além, ou o público-pipoca se contenta com o humor característico e as expressões de efeito dos heróis diante dos vilões?

Criou-se um ciclo vicioso. O humor de Tony Stark (Robert Downey Jr) precisa estar presente nos demais heróis. O timing humorístico já não é o mesmo porque a fonte seca. Por isso, exceto as brincadeiras com o martelo do Thor (Chris Hemsworth), o rsto não funciona, mas passa batido dentro da farofada que Joss Whedon segue comandando.

O tema inteligência artificial parece a bola da vez em Hollywood. Primeiro foi o esquecível Chappie que retoma a ideia, e agora os Vingadores sofrem também com este advento (em breve teremos o novo Exterminador do Futuro). Ultron (James Spader) e Visão (Paul Bettany) são inserções interessantes ao mundo Marvel, porém ficam de escanteio, em detrimento as farpas trocadas entre Homem de Ferro e Cap. America (Chris Hemsworth), o romance complicado entre Hulk (Mark Ruffalo) e Viúva Negra (Scarlet Johansson), ou a tentativa de dar protagonismo ao Gavião Arqueiro (Jeremy Renner). A franquia parece mais preocupada em dar suporte aos próximos filmes, do que se estabelecer como um filme interessante. Prefere ser pura farofa.

lucyLucy (2014 – FRA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Luc Besson não tinha se aposentado? Que pena que não era verdade. O diretor francês volta com essa ficção científica, numa pegada mais rica, e tão acelerada quanto era Subway. A tese de que usamos apenas 10% do cérebro, e se alguém tivesse a capacidade de utilizar 100%. No caso de Lucy (Scarlett Johansson) foi o pretexto para transformar a loira fatal em brutamontes, ou numa metralhadora ambulante.

Morgan Freeman volta naquele tom professoral, de quem tem todas as respostas do mundo, na sua voz pausada. Gangues e traficantes, drogas azuis que deixam a imagem entre o cibernético e o suntuoso, mas, tudo é pretexto para um filme de ação cheio de criações visuais espetaculares. Luc Besson, você não tem jeito mesmo.

 

 

CHEFChef (2014 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Jon Favreau vem com aquela pegada de feel good, aquele humor falsamente despretensioso. Usa também um assunto tão atual, os chef’s viraram celebridades, e o food truck vai se proliferando. Não se esquece de envolver o que há de mais atual no mundo da internet, o twitter, a proximidade do público com “celebridades”. Para completar, Favreau mostra como é bem relacionado em Hollywood, não faltam astros com participações importantes (Robert Downey Jr, Dustin Hoffman, Scarlett Johansson).

O drama é barato, pai workaholic e divorciado que não consegue dar atenção necessária ao filho. Crises profissionais, stress. Coloca tudo isso dentro de um trailer e se reinventa vendendo comida por ai. Porém, Favreau transmite simpatia, traz a cultura cubana (a colombiana Sofia Vergara interpreta a ex-esposa), o prazer em cozinhar, o tom de humor certo, e o resultado é essa coisa leve e divertida. De dar água na boca.

sobapeleUnder the Skin (2013 – RU) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Jonathan Glazer faz uma opção clara pela atmosfera, seu filme anterior já era assim (Reencarnação). Ter Scarlett Johansson como protagonista, nua em diversas cenas, sem que o filme tenha um milímetro de sensualidade, pode parecer inimaginável. Glazer tem esse poder. O roteiro é simples, uma extraterrestre que atrai homens, com sedução, para um quarto escuro. Glazer não está interessado em contar uma história, em entender os “invasores”, não é uma ficção científica. Ele apenas mantém o público sob a sensação gélida e questionadora.

O público médio destesta, clama por mais. Alguns poucos adoram. Glazer só parecer querer extrair o máximo do soturno, da escuridão de uma existência ofensiva, mas de maneira tão serena. Descobriremos o que há sob a pele, jamais os porquês, por mais que o cineasta domine esse clima estranhíssimo, o resultado é pretensioso, e sofisticadamente banal.

Foi a primeira vez que assisti a festa de premiação do César, o equivalente ao Oscar da Academia Francesa de Cinema. E é impossível não comparar as festas de cerimônia, e imagino eu, não se encantar com a versão francesa. Basta conhecer um pouco mais do cinema francês, e na platéia ver Arnaud Desplechin, Roman Polanski, Léa Seydoux, Bérénice Bejo, Mathieu Amalric e tantas outras estrelas.

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Primeiro, mesmo em sua autohomenagem e celebração de seus melhores, o cinema francês não perde oportunidade de homenagear a maior indústria do cinema, q Hollywood do cinema americano (não em quantidade de filmes, que se sabe que Bollywood e Nollywood profuzem mais filmes). Quentin Tarantino e Scarlet Johansson (ela com homenagem a sua carreira).

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A cerimônia é enxuta, sem parada para intervalos comerciais, sem firulas e delongas. A platéia quase comanda o show. Algum premiado exagera nos agradecimentos? Não tem música alta e nem microfone que se movimenta, a platéia começa a bater palmas e a pessoa “se toca”. Aplausos mais efusivos também para os preferidos, quando as indicações são citadas antes da entrega do prêmo.

cesar-ceciledefranceCécile de France comandou a festa, com graça e leveza, humor e carisma. protagonizou um numero musical, cantando e dançando, e nem precisou sair do palco para apresentar todos os mais de 20 prêmios. César é uma aula de como promover a indústria, de forma chique e agradável, com direito a tapete vermelho, estrelas e flashes, sem perder o glamour.

Sobre a premiação, foi a primeira vez que um filme de estréia foi o grande premiado. Les Garçons et Guillaume à table ! (dirigido e protagonizado por Guillaume Gallienne) ganhou 5 Césars (Filme, Ator, Roteiro Adaptado, Montagem e Filme de Estréia), supreendendo os favoritos Azul é a Cor Mais Quente e Um Estranho no Lago.

Guillaume_Gallienne_Sucesso popular, com 2,5 milhões de ingressos de cinema vendidos, superando os celebrados filmes eróticos (com temática de gays e lesbicas) pode ter uma escolha pelo popular, ou uma total demonstração de que a Academia Francesa ainda não está preparada para consagrar o tabu da libertação sexual. Nessa discussão, fica o texto interessante da Première sobre o assunto.

Outros premiados foram Roman Polanski como Diretor (por Venus in Fur), Sandrine Kiberlain como Atriz (por 9 Mois Ferme). Entre os Coadjuvantes, Adèle Haenel (por Suzanne) e Niels Arestrup (por Quai D’Orsay). Os favoritos se contentaram com o prêmio de revelações, masculina para Pierre Deladonchamps (Um Estranho no Lago) e Adèle Exarchopoulos (por Azul é a Cor Mais Quente). Filme Estrangeiro foi outra surpresa já que havia Blue Jasmine, Django Livre, A Grande Beleza e Gravidade) foi para Alabama Monroe.

Alguns links de videos dos premiados

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Publicado: fevereiro 3, 2014 em Cinema
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elaHer (2013 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Spike Jonze começa com uma premonição do futuro. As relações humanas tão complicadas e a proximidade com a tecnologia tão acelerada, em qual futuro estaremos nos relacionando com as máquinas? O plot é lindo, solitário (Joaquin Phoenix) se apaixona por um software que fala com ele (Scarlett Johansson). Espaço aberto para a ternura e a melancolia.

Spike Jonze usa de tons de laranja (vermelho também, mas em menor escala) de uma forma que, provavelmente, jamais se fez (só quem teve uma persiana laranja na sala, como eu, sabe do que estou falando). A opção estética traz cores vivas, iluminação brilhante, um confronto oposto a melancólica exacerbada que o protagonista carrega. É lindo vê-lo em estado de graça, apaixonado por aquela voz que parece corresponder a tudo que ele gostaria de ouvir/sentir/viver.

Por outro lado, esse tom melancólico parece uns dois tons acima do que deveria ser, tudo está impregnado dele. Tanto que, aliado a outras características, o que se pergunta é: o quanto esse filme é uma resposta a Encontros e Desencontros (de Sofia Coppola). Jonze e Coppola viveram juntos e após a separação ela gravou o filme.

ela2A teoria é de que Rooney Mara seria a representação de Sofia, e Phoenix e a tradução da própria melancolia de Jonze. Faz sentido, e sabemos bem que é dessa fase de magoas que muitos artistas transcendem a maior de suas inspirações. Mas, falta ao filme de Jonze sentimento. Afinal, ele está apaixonado (mesmo que por um software), a melancolia é tão grande e poderosa que engole tudo, até o final espertinho. E Amy Adams? Fazendo o que ali? Jonze começa bem com sua premonição até morrer envaidecido por sua própria ideia, afinal não encontrou uma forma de fluir.

DON JONDon Jon (2013 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

A estreia na direção de Joseph Gordon-Levitt mostra um pouco de quem é o ator, além da forma como ele vê o mundo. Na apresentação do filme, ele diz que esse personagem seria sua visão de um Don Juan moderno. Um cara que conquista as garotas na balada e transa em casa, que malha todos os dias, enfim, ele definiu o novo Don Juan como um conquistador barato. E, adicionou, por sua conta, um pequeno ingrediente: torná-lo viciado em sexo.

Com todos esses elementos em mãos é obvio que irá aparecer a garota (Scarlett Johansson) que o fará sair dessa vida de vadiagem, o diferente é o modo como Gordon-Levitt narra tudo isso. Um humor meio bruto, quase como se um saradão estivesse contando para os amigos o que é namorar uma garota que fantasia romance em tudo. Ele vem com uma pegada mais bruta, com piadas de sempre, mas há espalhado pelo filme um plano-sequencia aqui, um diálogo robusto ali.

Como comédia funciona nos padrões, mas eis que Gordon-Levitt resolveu profetizar, partir em busca da “salvação” desse viciado. E o filme mete os pés pelas mãos completamente, aparece Julianne Moore e os padrões de sua personagem são inconsistentes, e com uma carga dramática que perde todo o “punch” de outrora. Deveria ter ficado na comédia adolescente e encontrado um final por ali.

blog-welcomeDe férias pelo Canadá, não seria possível resistir à tentação de conhecer o TIFF (Festival de Toronto de Cinema), que a cada ano vem se popularizando e se tornando plataforma de lançamento nos EUA para os filmes que serão protagonistas no Oscar.

Os festivais simultaneos Toronto, Veneza e Telluride são o pontapé inicial. Vencer Toronto não é representativo, as Gala Presentations são os verdadeiros focos aqui. Afinal, o TIFF é, basicamente, um festival como o do Rio ou a Mostra SP, de exibição de filmes que correram outros festivais ao longo do ano. Tanto que o premio principal é a escolha do público.

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Desde os primeiros passos pela cidade ja se é surpreendido por sinais da presença do TIFF, seja nas sacolas dos usuários de metro, nas camisetas laranjas dos voluntários, ou nos cartazes espalhados por cada canto.

O primeiro destaque é pela grandiosidade do festival. Toda fila é gigantesca, toda porta de cinema tem milhares de pessoas. As filas cruzam quarteirões. Na avenida onde ficam as principais salas (Av King) o transito é fechado, dependendo do porte da celebridade. O povo se amontoa na grade, e, a qualquer sinal, da chegada de alguma estrela, começa a guerra de flashes e gritos.

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Essa aproximação com celebridades desse porte é empolgante, afinal, quem não quer dar uma olhadinha, mas longe de ser o melhor da diversão. Sentir o burburinho do público, todos bem vestidos, aquela sala de cinema enorme, a projeção impecável em digital, despertam uma admiração pela estrutura em si, mas principalmente pela magia do cinema que permanece vibrando em cada um que por ali está.

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Minha sessão inaugural (já com o TIFF em sua metade) foi com a Special Presentation do filme Don Jon, no grandioso Princess of Wales (2000 lugares, teatro usado para musicais, exibido num digital impecável), onde se pode comprar um refrigerante e uma pipoca murcha por 6,00 dólares canadenses.  A diferença entre Gala e Special Presentation é que na Gala é o lançamento mundial, enquanto o Special é o lançamento para mercado da América do Norte.

Marca a estreia na direção de Joseph Gordon-Levitt, e no elenco Scarlett Johansson e Julianne Moore. Se a Julianne não apareceu, Scarlett foi ovacionada na rua, no cinema, em todos os lugares.

blog - scarlett josephA dupla apareceu antes e depois da sessão, Scarlett trançava as pernas no palco (como pode ser visto na foto abaixo), não desenvolve bem seu discurso, sem as falas decoradas, repetindo “you know”, com sotaque nova-iorquino, a cada 5 segundos.

Já o dono do filme, Gordon-Levitt, estava à vontade, respondendo perguntas e falando, sério, de uma comédia tola e divertida sobre o Don Juan da atualidade que troca flores por pornografia.

blog-scarlett legsGordon-Levitt falou da influencia de Nolan e Spielberg (diretores com quem trabalhou recentemente), da insegurança de pensar numa história e acreditar que ninguém vai se interessar por ela, ou que já foi contada. Além, é claro, da tietagem, das perguntinhas que tentar conectá-lo ao personagem, coisas do tipo.

No fim, aquele povo todo elegante, caminhando pelas ruas a caminho de restaurantes, ou do metro, Toronto fervendo numa noite de terça-feira.

blog-saoirse riNo dia seguinte a sessão era mais comum, do diretor Kevin MacDonald, com os atores Saiorse Ronan e George Mackay como os protagonistas desse romance no meio da Terceira Guerra Mundial. Um cinema menor (Bloor Hot Docs Cinema), longe do circuito central, ainda assim casa cheia.

Ao final da sessão o casal de atores aparece para perguntas, estrelas simpáticas e cativantes enquanto respondiam sobre seus personagens, o livro, as influencias do diretor e alguns aspectos como filmar em meio de florestas por algumas semanas.

blog-saoirseÉ o primeiro grande papel de Mackay, meio acanhado na frente do público, já Saiorse tem feito filmes de  grande envergadura, sempre trabalha bem em filmes ruins (infelizmente), e, ali, na frente de todos fica super à vontade, como se recebesse a todos na sala de sua casa.

blog-roy thomsomO terceiro capítulo foi a Gala Presentation de uma comédia dirigida por Joel Hopkins, com Emma Thompson e Pierce Brosnan. O cinema era o espetacular Roy Thomson Hall (foto acima), a sala reservada para as apresentações de gala, por isso, já deu para ter uma idéia do tamanho daquele lugar (2630 lugares), num misto de luxo e modernidade.

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Foi uma rápida apresentação, o diretor abriu com algumas palavras de agradecimento ao público. Brosnan é exatamente o que se espera dele: classe, elegancia, porte e simpatia. E Emma Thompson roubou a cena, entrou por último, aparetemente caiu saindo do backstage, e por isso desistiu do salto alto. Entrou descalça em um dos pés, causou tantas gargalhadas que ninguém sabe o que mais ela falou, o público já estava conquistado. Mais um pouco de risadas, e lá foi ela interpretando no palco a personagem do filme, aliás comédia pastelão (com P maiusculo).

PS: fotos de @crislumi