Posts com Tag ‘Scott Fitzgerald’

TheGreatGatsbyThe Great Gatsby (2013 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Há mais de um ano era tido como o grande favorito ao Oscar, deve mesmo é ser totalmente esquecido, tanto que a estratégica de marketing o coloca com lançamento do verão americano, época de filmes de grande bilheteria e nenhuma presença no Oscar. Também, o fracasso retumbante vem com a marca Baz Luhrmann.

O filme transpira as obsessões do diretor. O exagero visual e pop ofuscam a delicadeza do romance (adaptação do clássico de F. Scott Fitzgerald). Luhrmann prefere transformar as festas em grandes baladas pops com musica techno, perde o glamour da época que ele tenta resgatar com figurinos luxuosos. Interpretações carregadas, como se cada cena fosse definitiva se aproximam do brega, e de uma abordagem tão plastificada que os sentimentos se dissolvem.

O resultado é um filme de época enfadonho, distante dos grandes momentos que o estilo de Luhrmann (e seus exageros) realizaram com louvor em Moulin Rouge. Há excessos, e excessos, e na exceção do romance do cabaret francês, a carreira de Luhrmann é de exageros chatos, quase insuportáveis.

Anúncios

Se domingo é dia de clássicos e filmes mais antigos aqui na Toca do Cinéfilo, sábado agora é dia de relaxar, e pegar aquele resumão da semana com os links mais interessantes, noticiasa, trailers e etc. Ao final do comentário vem o link e o site para referência.

61st Annual DGA Awards - Arrivals• Começando com a tristeza da semana, a morte do crítico Roger Ebert que deixa muitos orfãos de seus textos longos e sua visão particular de cinema. Seu blog no Chicago Sun-Times deve continuar no ar, até porque ainda há textos inéditos por vir. “Roger Ebert loved movies. Except for those he hated.” Não só um crítico e cinéfilo inveterado, Ebert tem uma história de vida, no mínimo, interessante. Sun-Times

• E pelo trailer, Baz Luhrman, destruiu mais um filme. O Grande Gatsby é um dos filmes mais falados e aguardados, será o responsável pela abertura da próxima edição do Festival de Cannes, mas… pelo que se pode ver… sei não. Novamente muita pompa. [AdoroCinema]

Mad_Men_Lane_Punches_Pete• Já de Mad Men, adoramos!!! Sem dúvida um dos melhores seriados da atualidade. E enquanto a contagem regressiva, para a nova temporada, já foi dada e a ansiedade prevalece, vai esse interessante link sobre momentos polêmicos/mais falados da temporada 5, que novamente surpreendeu bastante. [Hollywood Reporter]

• Esse blog tem uma lista de diretores abandonados, aqueles que você simplesmente já fez tentativas, e não adianta, não gosta e pronto. Tim Burton é um deles, já deve ter passado uma década de lançamentos sem que fossem conferidos. Portanto, já que não se comenta dele aqui, não se espera grande coisa desse novo projeto: Big Eyes [AdoroCinema]

carrieaestranha• Fechando com um resumão. Trailer da versão atualizada de Carrie – A Estranha, que me deixou animado [AdoroCinema].  As primeiras imagens do vilão de Wagner Moura (torcendo para que ele mande bem) em Hollywood, no filme Elysium [AdoroCinema]. E Matthew McConaughey entrando para o elenco de Interstellar, novo filme de Christopher Nolan [AdoroCinema]

The Great Gatsby (1974 – EUA)

Mais uma adaptação de um dos grandes clássicos da literatura Americana (Scott Fitzgerald), com roteiro do grande nome dos anos 70 (Francis Ford Copolla) e direção de um britânico desconhecido (Jack Clayton). Algo estranho aí, não? A reconstituição dos anos 20 e a burguesia imponente de grandes festas, de convites pomposos para chás, e do abuso social pela força financeira, são temas presentes nessa história de amor pontuada pelos comportamentos delineados dos personagens. Gatsby (Robert Redford) é o ricaço misterioso, promove as melhores festas da cidade em sua mansão e poucos conhecem seu rosto. Daisy Buchanan (Mia Farrow) é a típica socialite, mimada e futil, infeliz no casamento, vive sob o peso das traições do marido. Realmente havia um problema, e a escolha de Clayton é flagrante, o filme está todo estruturado e mal desenvolvido, falta dinamismo, falta transpirar esse romance, a obra vive dos seus alicerces sólidos e dos personagens definidos, nunca das suas características cinematográficas. O casal que revive um romance passa tardes num gramado sob o sol, a cena está ali, nunca a sensação que aquele momento lhes traz, falta emoção, falta paixão, estamos nos anos 20, porém não os vivendo.