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La Odisea de Los Giles (2019 – ARG/ESP)

Seguindo a forte tradição de um cinema popular argentino, de roteiro bem amarrado e narrativa simplória, com grande penetração no mercado internacional, o diretor Sebastián Borensztein volta a trabalhar com Ricardo Darín (basta lembrar de Um Conto Chinês?) e é a aposta de nosso Hermanos para a temporada de premiações.

Alguém se lembra do corralito? Quando o governo argentino confiscou o dinheiro de todos nos bancos e causou um alvoroço inacreditável? A trama parte do fato histórico e crua uma comédia de assalto de um grupo que quer vingança de quem os enganou um dia antes do corralito. Trafegando entre o humor e uma fantasia pé no chão, o cineasta Borensztein está mesmo entregando diversão ao público pouco exigente, que pode se esbaldar com pitorestas piadas de pequenos absurdos. Atores no piloto automático, pequenas provocações de política regional. É o argentino rindo de suas próprias desgraças, em breve teremos filmes sobre medidas dos governos Kichners ou Macri, porque o material é farto para esse tipo de cinema.

Un Cuento Chino (2011 – ARG)

A pergunta vem como um virus letal, automatica, cheia de expectativas, basta a pessoa te encontrar nas últimas semanas sabendo que voce gosta de cinema para perguntar: “Você viu Um Conto Chinês?”.  E finalmente conferi essa fábula de costumes dirigida por Sebastián Borensztein. E o que há de especial nesse filme que anda cativando multidões? Simplesmente nada, não passa de uma história cheia de pequenas e singelas bizarrices narrada de forma cativante e simplória, sem fugir dos clichês de um típico filme onde um ermitão acaba tocado por pessoas à sua volta. Já assistimos a este filme dezenas de vezes, mas aqui há toda essa coisa de um chines engraçado perdido em Buenos Aires, sem falar uma palavra em espanhol. E o filme se envereda pela vida de Roberto (Ricardo Darín) que prefere a solidão de suas pequenas coleções. É singelo, simplório, alias usa muito bem a artimanha do simplório para se estabelecer como um filme de boa história, capaz de conquistar a todos que tenham um mínimo de sensibilidade.