Posts com Tag ‘Shohei Imamura’

etudoverdade2014• É Tudo Verdade, o maior festival de documentários do país, divilgou hoje os filmes que farão parte da próxima edição (que ocorrerá no início de Abril). Retrospectivas de Shohei Imamura e Helena Solberg, docs de Eduardo Coutinho, Leon Hirzman, Jorge Furtado, um sobre Dominguinhos ou destaques internacionais como The Armstrong Lie fazem parte da programação [It’s All True]

• Entre Março e Abril, no CCBB, interessante mostra com filmes, dos anos 60, da Nouvelle Vague Tcheca [CCBB]

• As próximas semanas estão com tudo. No Cinesesc, alguns dos destaques da Mostra Tiradentes de Cinema serão exibidos, a partir de 24/03 [Cinesesc]

• Encerrando as programações especiais, a 3ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, de 20 a 27 de Março, entrada gratuita. Entre os destaques o documentário Blackfish: Fúria Animal [Ecofalante]

• Resquício das premiações, essa semana forma divulgados os indicados ao Cóndor de Oro (Oscar do cinema argentino), Wakolda foi o lider das indacações, seguido por Teses Sobre um Homicídio [OtrosCines]

• Um pouquinho sobre o filme novo dos Irmãos Dardenne, estrelado por Marion Cotilard, que deve fazer parte da competição principal em Cannes [The Playlist]

• Polêmica da Semana causou a Folha de SP, na reportagem acusa a equipe de divulgação do filme Alemão de entregar dinheiro, para cobrir gastos de viagem, a criticos de cinema. Será que os críticos se vendem por R$ 200,00 ou apenas é uma ajudinha de custo? [Folha de SP]

• Polêmica 2, não bastava Azul É a Cor Mais Quente, agora foi a vez de Ninfomaníaca ser recusado pela empresa empresa que reproduz Blu-Ray. Portanto, os dois filmes só serão encontrados em DVD. A censura voltou! [UolCinema]

• Filme novo dele está bombando na internet, leia entrevista com Wes Anderson [Slant Magazine]

aenguia

Unagi/ The Eel (1997 – JAP) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Falar que se trata de um filme, sobre um assassino, que após passar oito anos preso, tenta refazer sua vida, até seu destino mudar drasticamente após salvar a vida de uma bela suicida, é muito pouco. O assassino é o pacato Takuro Yamashita (Koji Yakusho) que após receber uma carta anônima descobre a infidelidade da esposa, volta para casa mais cedo. Completamente transtornado de ciúmes, esfaqueia a esposa durante o ardente ato sexual com o amante. Uma cena crua, misturando habilmente libidos inflamadas na cama, e olhares carregados de ódio do marido traído, sem dúvidas o ápice do filme.

Ao ser libertado, sob condicional, Yamashita fica na tutela de um monge budista e resolve reabrir uma barbearia numa região mais afastada. Na prisão, transformou uma enguia em seu animal de estimação, mais do que isso, o peixe serve como uma espécie de ombro amigo, onde Yamashita encontra alguém que não critica seus defeitos e o ajuda a manter certa distancia da sociedade.

O espírito anti-social de Yamashita muda após a jovem Keiko Hattori (Misa Shimizu) tentar suicídio com comprimidos, Yamashita a encontra a tempo de chamar socorro. Keiko passa a trabalhar na barbearia, nasce entre os dois um sentimento único, mas que não consegue quebrar as barreiras impostas por Yamashita, pelo menos sem a intervenção externa.

Seja o tutor e sua esposa, seja o amigo que pesca enguias no rio com Yamashita, seja o lixeiro que o conheceu na prisão, ou mesmo o ex-namorado interesseiro de Keiko. Algumas dessas intervenções causam cenas rocambolescas, completamente desequilibradas ao padrão que o diretor Shohei Imamura impunha até então nessa adaptação do romance de Akira Yoshimura. O diretor usa elementos que enaltecem o que planeja sugerir, a enguia, as cenas sexuais fortes, a subjetividade peculiar, o movimento pacato e poucas falas. Exemplo perfeito é a cena da confusão na barbearia, aliás, momento chave do filme, um conjunto de retalhos mal costurados.