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The Dinner (2017 – EUA) 

Era para ser algo nos moldes de Deus da Carnificina (deliciosa comédia de Roman Polanski), mas nas mãos de Oren Moverman, o jantar de dois irmãos e suas esposas, para discutir o que fazer após um grave incidente envolvendo seus filhos adolescentes, se torna uma colagem dos ressentimentos dos quatro personagens. É impressionante como o resultado final é desengonçado, desde a atenção dada a seus protagonistas (Steve Coogan domina quase tudo, com um personagem tão egocêntrico tanto quanto se faz de vítima). Enquanto sua esposa, mãe-protetora (Laura Linney), e o outro casal formado pelo politico dominador (Richard Gere), e sua esposa jovem e amorosa (Rebecca Hall) se tornam meros coadjuvantes dessa miscelânea de interrupções e passados resgatados.

Do caos, o filme perde o melhor, que seria desenvolver bem esses personagens, com a acidez que pudesse permitir a muitos se verem dentro da história. Mas não, não há espaço para nada além dessa artimanha de transformar o assunto familiar em jantar caótico, enquanto tentamos compreender um pouco dessa dificuldade de comunicação através dos olhos parciais de Coogan.

Philomena

Publicado: fevereiro 4, 2014 em Cinema
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PhilomenaPhilomena (2013 – RU) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Que preguiça do seu filme, hein Stephen Frears? Quase cinquenta anos após ser separada de seu filho, uma mulher, que viveu enclausura num convento (Judi Dench), resolve pedir ajuda para descobrir o paradeiro de seu primogênito. Steve Coogan (bem contido) interpreta o jornalista que a acompanha nesse road movie para senhoras carentes de histórias dramáticas.

Falo em preguiça porque o roteiro é formal e básico, tudo acontece de maneira abrupta e com um quê que só as mais carolas católicas poderiam compreender. É verdade que Frears foge do dramalhão, mas também não precisava ser tão raso e perder tempo em cenas como quando Philomena prefere assistir Vovózona a visitar Washington. Porém, o problema principal é o filme se tratar da busca de um filho, com contato com inúmeras pessoas que o conheceram, e sairmos da projeção sem conhecer nada sobre ele. Frears prefere a mãe ingênua a oferecer um pouco das descobertas que a própria viveu ao realizar essa aventura de um passado cuja ferida é irrecuperável.