Posts com Tag ‘Takeshi Kitano’

Outrage Beyond (2012 – JAP)

Dando continuação a seu filme anterior, Takeshi Kitano apresenta uma imenso mais do mesmo. Filme sobre Yakuza com tiros e sangue espirrando, enquanto muita bateção de papo sobre traições e tramóias para derrubar inimigos ou antigos aliados. É a banalização do gênero, carregada por sua assinatura, sem acrescentar nada, abusando de sua própria figura que traz aquele misto de falso ingênuo e sangue-frio. Kitano trabalha no piloto automático, muito distante do que já fez.

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O dia foi todo de Olivier Assayas e a famosa efervescência oriunda de 1968. A chuva de elogios traz um novo candidato ao Leão de Ouro, que até então parecia certo para The Master. ‘Apres Mai’ traz algo das lembranças da época do próprio cineasta, o jovem protagonista cola cartazes, entrega jornais de protesto, vive e discute a política pelas ruas enquanto enfrenta a melancolia e os amores da juventude.

Críticas: Press PlayEl PaísScreen DailyHollywood Reporter

Termômetro: obrigatório

Takeshi Kitano volta com a continuação de Outrage, que agradou alguns depois de fracassos seguidos nos filmes anteriores. Com linguagem pop, ultra-violento, divertido e, dizem, despretensioso, Kitano apresenta ‘Outrage Beyond’, novamente envolto no mundo da Yakuza, e todos os clichês que o filme de gênero possa apresentar.

Críticas: Cine-VueScreen DailyÚltimo Segundo

Termômetro: morno

Na prestigiosa mostra Orrizonti, bons elogios ao britânico ‘Boxing Day’, terceira parte de uma trilogia de adaptações contemporâneas de obras de Tolstoi, adaptadas pelo diretor Bernard Rose e protagonizadas por Danny Huston. Um comerciante ambicioso, uma viagem pela neve,um denso conto moral.

Crítica: The GuardianHollywood Reporter Screen Daily

Termômetro: de olho

Amos Gitai conta a história de seu pai no documentário ‘Lullaby to My Father’, encena o julgamento dos Nazistas por traição e sua vida como arquiteto. Há um tempo que Gitai optou por um cinema minusculo, pessoal, misto de documentário e ficção (e tedioso para muitos), e, dessa vez, não parece diferente.

Críticas:  Hollywwod ReporterÚltimo Segundo

Termômetro: morno

zatoichiZatoichi (2003 – JAP) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

A figura do samurai cego é muito popular no Japão, o conto de Kan Shimozawa inspirou outros filmes e programas de TV. Takeshi Kitano resolveu mostrar sua visão sobre o personagem trazendo-o novamente às telas, deixando nele traços de sua marca registrada. O humor impagável é presença constante, o sangue jorra, exageradamente, mesmo que longe das lutas coreografadas de filmes como em Matrix ou O Tigre e o Dragão. Para o Zatoichi, apenas dois ou três golpes são o necessário para aniquilar o embate.

Conhecido apenas como Massagista (Beat Takeshi), o cego perambula pelo Japão do século XIX, vivendo de seu ofício e da jogatina. Escondendo suas habilidades no manejo da espada, mantendo-a camuflada numa bengala. Por esses caminhos, conhece duas gueixas, que vivem o desejo de vingar-se dos assassinos de sua família. No bairro, uma nova e violenta gangue assumiu o controle e coloca terror nos comerciantes. O Massagista toma as dores das pessoas que o acolheram e aguarda o momento certo para defrontar-se com a tal gangue que acaba de contratar um samurai como guarda-costas.

Novamente o próprio Kitano assume o personagem principal, além de inúmeras outras funções na produção, e sem dúvida o humor é o grande atrativo do filme. Satírico, só de olhar para a figura do Massagista já se tem vontade de abrir o sorriso, ainda mais quando ele solta sua risada marcante. Filmado como um faroeste à japonesa, de maneira contagiante e debochada.

Entre os melhores momentos, as cenas envolvendo a lenha cortada, Shinkichi (Gadarukanaru Taka) envolto aos jogos de azar, pequenos detalhes antes das lutas, o disfarce feito nos olhos do Massagista, mas, principalmente o gran-finale com com a apresentaçãi de sapateado fora dos padrões. Kitano é eficiente no que planeja apresentar, manuseia com habilidade sua câmera, e entrega um filme-deleite a seu público.

Os meus 10 Melhores Filmes que entraram em cartaz , no Brasil, em 2003.

arcarussa

  1. Arca Russa, de Aleksandr Sokurov
  2. Sobre Meninos e Lobos, de Clint Eastwood
  3. Dolls, de Takeshi Kitano
  4. Segunda-Feira ao Sol, de Fernando León de Aranoa
  5. As Horas, de Stephen Daldry
  6. Embrigado de Amor, de Paul Thomas Anderson
  7. Femme Fatale, de Brian de Palma
  8. Longe do Paraíso, de Todd Haynes
  9. Dez, de Abbas Kiarostami
  10. O Filho, de Jean-Pierre e Luc Dardenne