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James Brown

Publicado: maio 22, 2015 em Cinema
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jamesbrownGet on Up (2014 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Na briga pelo pior filme entre os ícones da música soul, os americanos ganharam dos brasileiros. A cinebiografia de Tim Maia não é nada perto da tentativa de soar cool, o tempo todo, dirigida por Tate Taylor, que constrói a biografia de James Brown. A personalidade já é caricata por natureza. Exagerado, histérico, egocêntrico. No cinema, James Brown (Chadwick Boseman) conversa com a câmera, impetra todas as maneiras possíveis de trazer o swing ao personagem, principalmente no trato com o público.

Além dessa insistência, resta o didatismo dos fatos, porque imergir na figura de James Brown é a única tarefa que o filme não faz, provavelmente por não saber como fazer. Os excessos tomam o verdadeiro espaço das relações, das frustrações, da ânsia de ser o maior que Brown carregava. O filme não desperdiça pequenos detalhes da vida, nada que náo pareça peça do roteiro para dar-lhe um ar lunático. A distância entre falar a realidade e soar real, eis o que Tate Taylor passou longe aqui, além da transpiração, a inspiração, a música de Brown toca e convida o filme para dançar, mas, o filme é muito duro e só consegue dar berrinhos num canto do salão

The Help (2011 – EUA)

Segregação racial nos anos 60 na região do Mississipi, enquanto as donas de casa fúteis jogam bridge, as negras limpam suas casas e cuidam dos seus filhos. Em troca, as mulheres da alta sociedade se preocupam com medidas como construir banheiros que separem negros e brancos nas casas. O filme de Tate Taylor é todo convencional, como quem tratar de tema sério, só que de maneira leve. Por isso está lá o tom de humor leve e as complicações de uma comédia romantica, a trilha sonora incindental carregada para pesar no melodrama, e amizades “extraordinárias” que só funcionam na ideia.

No filme, a jovem Skeeter (Emma Stone) vive a sociedade branca, mas é contra a política de segregação, aspirante a escritora, decide escrever um livro sobre essas mulheres que deixam os filhos em casa para cuidar dos filhos dos outros, e são maltratadas, humilhadas e exploradas. Aibileen (Viola Davis) aceita narrar às escondidas, e os personagens clichê vem à tona, em alguns momentos irritando, em outros divertindo, nos melhores momentos até enojando pela força do racismo. Jessica Chastain rouba a cena pela falta de etiqueta social, e completamente distante desse mundo preconceito e elitista.