Posts com Tag ‘Tawfik Abu Wael’

Grandes encontros, histórias divertidas, maratonas intermináveis, corridas malucas, novos amigos, dias inesquecíveis.  Acredito que os relatos dos posts resumiram bem o que foi essa Mostra. Por isso, sem mais delongas, vou fechar o balanço com os meus grandes destaques do festival entre os 15 filmes vistos.

O Filme

casavazia

Casa Vazia, de Kim Ki-Duk

Uma das metáforas mais lindas para o amor e uma forma de aceitar as consequencias para vivê-lo em sua plenitude. Porque amar pode ser até mais importante do que existir.

 

Os Melhores:

Oldboy, de Park Chan-wook

A Ferida, de Nicolas Klotz

Ouro Carmin, de Jafar Panahi

Contra a Parede, de Fatih Akin

Sede, de Tawfik Abu Wael

Anúncios

Excetuando os quinze minutos necessários para que a garota do Cinemark Santa Cruz conseguisse atender as três pessoas que estavam na fila, e o rapaz das legendas eletrônicas que não conseguia sincronizar o tempo certo das falas, nada de mais na primeira sessão da noite.

Sede (Atash, 2004 – ISR/FRA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Numa inóspita vila, aparentemente formada de escombros das freqüentes guerras religiosas vive Abu Shukri (Hussein Yassin Mahajne) e sua família que se mudou contrariada para esconder vergonhas que mancham o passado. As mulheres vivem completamente isoladas de contato com a civilização, o único filho ainda freqüenta a escola, a contragosto do pai.

O sustento é todo baseado no carvão, produzido pela família, de madeira cortada de áreas proibidas, mantendo sempre em Abu o temor de ser pego pela guarda florestal. A água é escassa e Abu pretende construir um encanamento no rio para trazer água até sua casa, o que causava controvérsia familiar já que marcaria o fim da moradia provisória.

Confronto entre juventude e o autoritarismo conservador paterno são os motes da história do diretor estreante Tawfik Abu Wael. A água e o controle dela são apenas argumentos para traçar, com sensibilidade, a estrutura dessa família palestina. Enquanto a paisagem e figura imprescindível para trazer monotonia e tristeza com terra batida e fogo como únicos panoramas à volta. Respeito como código de ética, a rebeldia de Jamila (Roba Blal) é quase um grão de esperança da mesmice que se apresenta a todos.