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osuspeitosPrisioners (2013 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Denis Villeneuve tem uma carreira extensa como diretor, mas seu nome se destacou mesmo com Politécnica (sobre um atirador numa escola canadense, antes de Columbine). Seu filme seguinte (Incêndios) ganhou adeptos do público que se envolve com a “história” e raiva nos que se incomodam com as coincidências do destino. O sucesso foi o bastante para que ele conseguisse angariar um elenco de peso (Hugh Jackman, Jake Gyllenhaal, Maria Bello, Viola Davis, Melissa Leo, Paul Dano e Terrence Howard).

Trata-se de mais uma história sobre “quem é o bandido?”. Alguns suspeitos, pais desesperados pelo desaparecimento das filhas, e um policia apanhando para conseguir desvendar o mistério. Porém, diferente de outros filmes do gênero que se destacaram, Villeneuve apenas conta uma história, do seu jeito pop com quê de autor (que de autor, passa longe). São planos banais, atuações e diálogos também básicos, e a manipulação de fatos e personagens ao bel-prazer do roteiro. Espanta que tantas pessoas ainda se surpreendam com tais artifícios.

The Ledge (2011 – EUA)

Sabe aqueles filmes em que voce se divide, quer gostar e não consegue. Não quer gostar e acaba gostando. Cria um dilema. Não há nada de especial, pelo contrário a direção de Matthew Chapman é como manda o figurino, takes médios, sem nenhuma marca autoral, o filme é totalmente focado em contar uma história, um triangulo amoroso. E ainda incorporar fortemente o tema religioso, um pragmático-racional (Charlie Hunnam) e um católico fervoroso (Patrick Wilson) colocam suas opiniões, nunca chegam ao convencimento, e ainda acabam disputando o coração de uma mesma mulher (Liv Tyler). Incorpore ainda homossexualismo e fé, passados trágicos, tudo para carregar nas cores dramáticas (desnecessário, o mote religioso e o triangulo amoroso sustentam bem a história).

Acho que esse é o dilema, seria um filme banal porém eficiente, os adjetivos que a trama desenvolve além trazem carga, porém pouca relevância efetiva. Acaba pesando contra, e ainda há a vida particular do policial (sim, temos um policial (Terrence Howard) com sérios problemas domésticos tentando evitar um suicídio, e os problemas dele atravancam o flashback que explica as razões do suicida estar à beira de pular daquele prédio). Parece confuso, na verdade não é, o resultado é como uma garota que abusou um pouquinho na maquiagem, mas não chega a parecer um pavão. A verdade é que o triangulo amoroso te envolve, sem cenas inesquecíveis de romantismo, porém ele está lá, e isso até consegue fazer a diferença.