Posts com Tag ‘Tobey Maguire’

TheGreatGatsbyThe Great Gatsby (2013 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Há mais de um ano era tido como o grande favorito ao Oscar, deve mesmo é ser totalmente esquecido, tanto que a estratégica de marketing o coloca com lançamento do verão americano, época de filmes de grande bilheteria e nenhuma presença no Oscar. Também, o fracasso retumbante vem com a marca Baz Luhrmann.

O filme transpira as obsessões do diretor. O exagero visual e pop ofuscam a delicadeza do romance (adaptação do clássico de F. Scott Fitzgerald). Luhrmann prefere transformar as festas em grandes baladas pops com musica techno, perde o glamour da época que ele tenta resgatar com figurinos luxuosos. Interpretações carregadas, como se cada cena fosse definitiva se aproximam do brega, e de uma abordagem tão plastificada que os sentimentos se dissolvem.

O resultado é um filme de época enfadonho, distante dos grandes momentos que o estilo de Luhrmann (e seus exageros) realizaram com louvor em Moulin Rouge. Há excessos, e excessos, e na exceção do romance do cabaret francês, a carreira de Luhrmann é de exageros chatos, quase insuportáveis.

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Homem-Aranha 3

Publicado: março 26, 2008 em Cinema
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Spider-Man 3 (2007 – EUA) 

As comparações com os dois filmes anteriores são complicadas a esse terceiro capítulo da trilogia do Homem-Aranha. As edições anteriores primavam por um despojado e afável desenlace de um romance, marcado pela disputa de dois amigos pelo coração de uma encantadora Mary Jane. Fora isso, as seqüencias vibrantes de ação, e toda a mitologia de Peter Parker, completavam o caldo de sucesso. Mas, era a competência no aprofundamento de cada um dos personagens, não só na questão envolvendo Mary Jane e os rapazes, que diferenciava os filmes de Sam Raimi dos demais filmes do gênero. Dessa vez, o enfadonho ocupa espaços, e as lembranças, a cada dia que passam tornam-se ainda piores, porque os personagens perdem-se na altura da fase adulta em situações e vai-e-vens que desperdiçam o encanto conquistado anteriormente. Restam sim, cenas empolgantes do Aranha em ação, especialmente uma caçada entre espaços estreitos entre os prédios. Porém, com o melhor de seu conteúdo renegado a disputinhas de ego, entre aprendizes de fotógrafos, e bobagens insensíveis de Parker no quesito amor, fica difícil esperar por algo que faça uma nova aventura recuperar a magia.

Spider-Man 2 (2004 – EUA) 

Sam Raimi conseguiu superar o filme anterior e tornar, a saga do Homem-Aranha, num dos mais interessantes blockbusters dos últimos anos. Sua veia de terror, o toque de comédia, e a fuga da mesmice das cenas de ação são pontos chave, enquanto Raimi e Tobey Maguire desenvolvem a história de Peter Parker. Temos a humanização de um herói, entre sua rotina do dia-a-dia, suas frustrações e sonhos. Já começamos com o Aranha em jornada dupla, entregador de pizza e fotógrafo do jornal nova-iorquino, enquanto tenta concluir seus estudos, pagar o aluguel e combater o crime. Do passado, restam as feridas da morte do tio, os resquícios de um romance com sua musa Mary Jane (Kirsten Dunst) e a dor obsessiva de Harry (James Franco) por vingar seu pai.

Dessa vez o atrapalhado Homem-Aranha deve enfrentar o poderoso Dr. Octoplus (Alfred Molina), e seus tentáculos inteligentes, em mais um acidente que transforma um brilhante cientista num terrível monstro. Peter Parker é mais que um herói, é esse jovem de carne e osso, com tantos compromissos e responsabilidades a cumprir, que chega a questionar tudo e todos. A vida o torna mais vulnerável, assim como o próprio Aranha, na fatídica cena em que mostra seu rosto (se está no trailer, não é spoiler), oferecendo assim nova guinada na história. Por tudo isso, o filme é muito mais lento que o antecessor, as cenas de ação aparecem com maior freqüência (apenas na última meia-hora), porque Raimi tem tantos personagens e nuances a desenvolver, nesse misto de ação, comédia e boas pinceladas de romance. E além do que o grande público espera, como as cenas do metrô ou tia May no alto do prédio, há muito cinema aqui, como nos travellings em 360 na ligação apaixonada de Peter, no orelhão. Nasce um dos melhores filmes de Super-heróis até aqui.

garotosincriveisWonder Boys (2000 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

A esposa o abandona, e a amante (Frances McDormand, esposa e chefe do seu chefe). Assim começa esse pequeno recorte da vida do professor de redação Grady Tripp (Michael Douglas), tido como gênio literário após seu livro de sucesso lançado no passado. Foi a melhor fase na carreira do cineasta Curtis Hanson, após o ótimo (e bem repercutido) Los Angeles Cidade Proibida, ele muda completamente o tom, e entrega a Michael Douglas um dos melhores personagens de sua carreira. Pena que o resultado das bilheterias foi muito abaixo do esperado.

Há sete anos que Tripp promete seu novo livro, e durante o Festival de Literatura seu editor vem para pressioná-lo. Na festa de abertura do festival, na casa de sua amante, seu dia inusitado alcance ares ainda mais melancólicos com outras ocorrências causadas por seus alunos. Infernal astral é pouco. Aluna apaixonada (Katie Holmes), roubo de artigos de colecionador dos donos da casa, morte do cachorro, a confusão está formada. Entre um baseado e outro, Tripp se vê tendo que lidar com tudo e todos, além do ego de seus alunos.

O roteiro é realmente esquisito, meio transloucado. Por outro lado é tão divertido, aproveitando-se desde o inusitado até a música de Bob Dylan. Trabalhando com uma infinidade de temas como talento, vaidade, egos e inveja, bloqueio criativo, até famigerada crise da meia-idade e infidelidade. Entre o irônico e o sarcástico, a comédia dramática oferece diálogos inteligentes dentro desse sopão que passa a vida de Tripp.

homem-aranhaSpider-Man (2002 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Havia inúmeras expectativas pelo filme, de certo o mais esperado do primeiro semestre de 2002. Do fascínio pelo super-herói em questão à eliminada cena do World Trade Center (devido aos atentados de 11 de Setembro), Sam Raimi conseguiu derrubar diretores de maior prestígio e bater recordes de bilheteria. Confirmar as expectativas e abrir caminho para outros capítulos do super-aracnídeo.

Peter Parker (Tobey Maguire) divide sua vida entre os estudos, e o jornal da escola. Sonha em ser fotógrafo, mas é também fascinado por ciências. Atrapalhado, tímido, cara de nerd, quem lia os HQ’s sabe dos pais que morreram e que ele foi criado pelos tios. Ele representa uma incontável quantidade de adolescentes com as aflições de futuro, os traumas e tabus do presente. O mais interessante de Peter Parker, talvez, seja o seu eu fora do herói, o quanto coloca os pés pelas mãos, e todas essas atitudes que nós repetimos diariamente. A paixão, desde criança, por sua vizinha Mary Jane Watson (Kirsten Dunst), que, claro, é a mais bela aluna da classe. Sua amizade com Harry Osborn (James Franco), filho do milionário Norman Osborn (Willem Daffoe), dono de uma famosa empresa de biotecnologia.

Raimi é muito feliz em tratar de toda a base que forma o personagem: a picada da aranha, a adolescência rebelde, a fatalidade familiar e o peso da culpa, as mutações de seu corpo até se tornar o Homem-Aranha Além do outro lado da história, Norman realizando testes desesperados em seu próprio corpo e se tornando o Duende Verde. Enfim, as reviravoltas que os colocam frente-a-frente. Parker carrega vingança, raiva, sentimentos tão díspares do doce Parker que se formava até então. A trama pessoal transcorre com amores, desencontros, separações, um triângulo amoroso que se forma. Por outro lado, sequencias de ação eletrizantes, espetaculares efeitos especiais, tudo culminando num adolescente protagonista de um filme grande, que atende eficazmente as expectativas. Possivelmente o Blockbuster do ano.