Posts com Tag ‘Tobias Lindholm’

Guerra

Publicado: fevereiro 27, 2016 em Cinema
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guerraKrigen / A War (2015 – DIN) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

O nome de Tobias Lindholm já havia se detacado, no Festival de Veneza, com o tenso filme O Sequestro, sobre piratas sequestrando um navio comercial. Repetindo grande parte do elenco, o cineasta dinamarquês volta, novamente, suas lentes a tensão, dessa vez acompanhando um pelotão na guerra contra os talibãs. A estrutura lembra muito o anterior, substituindo por cenas de grande veracidade nas batalhas em meio a tantos civis no Afeganistão. E, na segunda metade, os personagens dentro de uma sala, recriando novamente comportamentos do mundo Ocidental.

Falta ao filme o que sobra em Sniper Americano, aquela dramaticidade do personagem. A guerra transcorre, euquanto o filme divide a narrativa com a vida na casa de um dos militares, esposa sozinha cuidando dos três filhos. Tem mesmo a estrutura do filme de Clint, mas nunca o peso. Tudo é mais cru, emocionante sem ser emotivo. É fácil notar a diferença entre estilos, mas, principalmente a distância para um grande cineasta (como no caso de Clint). Ainda assim, novamente Lindholm se destaca ao expor questionamentos morais de justiça e lealdade. O filme é também um dos indicados a Melhor Filme Estrangeiro no Oscar desse domingo.

osequestroKapringen (2012 – DIN) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Piratas não são figuras tão antiquadas assim, eles até saíram de nosso imaginário, vivendo perto do período do descobrimento. Por incrível que pareça, com pouco alarde, estão presentes até hoje, sequestrando embarcações, atualizados com as tecnologia e táticas de negociação.

O diretor Tobias Lindholm divide em duas frentes sua história, promete um filme tenso quando sequestradores africanos invadem uma embarcação e pedem resgaste à companhia européia. Porém, o foco não será exatamenteosequestro2 a violência e terror psicológico a bordo. A concentração principal da história será no mundo corporativo, em como a empresa lida com a situação e negocia o resgate.

Filmes do mundo corporativo dificilmente conseguem escapar de uma monotonia, uma paleta de cores bege que influencia atuações, conflitos, e ambientes. E aqui não é diferente, a tensão e emoção do CEO que comanda a negociação jamais chega ao nível do que realmente está acontecendo dentro daquela sala de reunião. Lindholm faz tudo muito real, palpável, ainda assim por demais corporativo, o choro não chega aos pés do drama vivido.

‘Pietà’ de Kim Ki-duk está sendo aclamado em Veneza, o coreano parece que veio com tudo, hoje foi seu o dia. O filme traz uma crítica feroz ao capitalismo, um agiota que agride e torna deficientes os devedores que não quitam seus débitos. Tudo muda com o aparecemento repentino de uma mulher, que pode ser sua mãe que o abandou há tantos anos.

Críticas: The PlaylistEl PaísScreen DailyÚltimo Segundo

Termômetro: quero ver

‘Linhas de Wellington’ é dirigido por Valeria Sarmiento, projeto do recém-falecido marido Raúl Ruiz. O filme conta o período histórico em que Portugal foi invadido pela França de Napoleão Bonaparte, culminando com a chegada da família real ao Brasil. De John Malkovich a Mathieu Amalric, tem mais cara de interesse histórico que cinematográfico.

Críticas: Hollywood ReporterThe GuardianÚltimo SegundoScreen Daily

Termômetro: morno

Na Mostra Orrizonti, tem ganho cada vez mais elogios o dinamarquês ‘Kapringen’, do diretor Tobias Lindholm. Filme em alto-mar, contando um tenso sequestro promovido por piratas somalis, negociações de resgaste, promessas de assassinar a tripulação. E, mantendo distância dos filmes de ação/melodramáticos de Hollywood.

Críticas: CineuropaHollywood ReporterCine-Vue

Termômetro: quero ver