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The Ledge (2011 – EUA)

Sabe aqueles filmes em que voce se divide, quer gostar e não consegue. Não quer gostar e acaba gostando. Cria um dilema. Não há nada de especial, pelo contrário a direção de Matthew Chapman é como manda o figurino, takes médios, sem nenhuma marca autoral, o filme é totalmente focado em contar uma história, um triangulo amoroso. E ainda incorporar fortemente o tema religioso, um pragmático-racional (Charlie Hunnam) e um católico fervoroso (Patrick Wilson) colocam suas opiniões, nunca chegam ao convencimento, e ainda acabam disputando o coração de uma mesma mulher (Liv Tyler). Incorpore ainda homossexualismo e fé, passados trágicos, tudo para carregar nas cores dramáticas (desnecessário, o mote religioso e o triangulo amoroso sustentam bem a história).

Acho que esse é o dilema, seria um filme banal porém eficiente, os adjetivos que a trama desenvolve além trazem carga, porém pouca relevância efetiva. Acaba pesando contra, e ainda há a vida particular do policial (sim, temos um policial (Terrence Howard) com sérios problemas domésticos tentando evitar um suicídio, e os problemas dele atravancam o flashback que explica as razões do suicida estar à beira de pular daquele prédio). Parece confuso, na verdade não é, o resultado é como uma garota que abusou um pouquinho na maquiagem, mas não chega a parecer um pavão. A verdade é que o triangulo amoroso te envolve, sem cenas inesquecíveis de romantismo, porém ele está lá, e isso até consegue fazer a diferença.

 

Contracorriente (2009 – PER)

Enquanto mantinha-se no clichê de um homem casado, cuja esposa está prestes a dar a luz, mantendo um tórrido romance “às escondidas” com outro homem, o filme seguia coerente, apenas mais um registro de vidas-duplas mantidas para não se quebrar a harmonia, a falta de coragem de “sair do armário”. Assim, o cineasta Javier Leon-Fuentes abusava da bela paisagem de um vilarejo de pescadores no Peru. Querendo soar definitivo, o roteiro aprofunda-se num drama que não fica tão exposto nas telas, Miguel (Cristian Mercado) é um devoto religioso, um líder local, querido por todos, um marido carinhoso. A junção dos temas polêmicos parecia pouco ao filme, por isso a tragédia e o toque sobrenatural, assim ficamos com um personagem de camada superficial íntegra, e em seu interior mais profundo um egoísta brando. Nessa mistura toda, Leon-Fuentes não vai além de uma camera registrando diálogos, de um excesso de leveza no humor que torna toda essa história pasteurizada por suas próprias pernas.