Posts com Tag ‘trilogia Millenium’

The Girl with the Dragon Tattoo (2011 – EUA)

Sou totalmente contra a febre dos remakes, principalmente casos desse tipo de filmes ultra-recentes, filmados em outros países que não seja os EUA. Só que, infelizmente, é a forma de se propagar esses trabalhos de alta qualidade. Se bem que, a trilogia Millenium nem prima pela qualidade, ao contrário, a versão sueca adapta a trama interessante dos livros, de qualquer jeito, só para aparecer na tela grande.

Essa é a grande diferença aqui, David Fincher é um cineasta, sabe o que fazer, seu filme de investigação ganha a sutileza de pequenos momentos (e movimentos de camera), ao mesmo tempo que filma cenas de violencia e estupro deliberadas, tudo charmoso. De resto, nada além da história do jornalista politico-invetigativo (Daniel Craig) tentando desvendar o mistério do desaparecimento de uma jovem há mais de quarenta anos. Contando com a ajuda de uma hacker, Lisbeth (Rooney Mara), cuja própria história divide o protagonismo da trama.

Há diferenças sensíveis entre os dois filmes, na forma como surge a relação do jornalista e Lisbeth, essa diferença muda totalmente a tônica dos filmes (e principalmente o final, segundo informações a versão americana é mais fiel ao livro, nesse ponto prefiro a versão sueca). De um lado algo mais “casual”, de outro mais “platônico”, interessante que a mudança do tonica, em ambos os casos, não interfere em nada, os rumos da história. Fincher volta a seus filmes “mais violentos”, aqui de forma limpa, o sangue surge de forma quase cirurgica, mas, é um filme de observação, de investigação, e essencialmente, um filme sem nenhuma emoção.

A Rainha do Castelo de Ar

Publicado: novembro 17, 2010 em Uncategorized
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Luftslottet Som Sprängdes / The Girl Who Kicked the Hornest’s Nest (2010 – SUE)
 
A 3a parte da saga de Lisbeth e Blomnqvist é uma completa e imediata continuação de seu antecessor. Haverá uma trama política sobre um grupo poderoso à margem da polícia secreta, mas o foco segue na figura bizarra de Lisbeth e nas capacidades tecnológicas de se desvendar todos os segredos do mundo com um computador. Os vilões masculinos estavam novamente estereotipados, são cheios de crimes hediondos, pessoas das piores espécies que se pode odiar só de uma simples olhadela. Daniel Alfredson dessa vez melhora na mão, seu filme tem uma pegada mais próxima do primeiro, mais competente em entreter sem aborrecer muito, a trilogia não merece todo esse estardalhaço, mas deve cair em cheio na preferência do público médio.

Flickan Som Lekte Med Elden / The Girl Who Played with Fire (2009 – SUE)
 
Segunda parte da trilogia Millenium, revisitando não só a heterogênea dupla protagonista, como também resgatando perguntas que o filme anterior deixara, principalmente a história dos abusos do tutor de Lisbeth (no primeiro filme parecia deslocada). Desse ponto desencadeia uma trama de espionagem, crimes e todos os ingredientes que a trilogia garante ao público, só que nas mãos de Daniel Alfredson o filme ganha toques faraônicos que cada vez mais se aproximam com Hollywood e os filmes de ação que fazem sucesso no circuito comercial, chegamos ao ponto de gente ressuscitando, de tiros que matam (mas não matam) e outras balelas dos piores filmes de ação. Errar na mão sempre joga por água abaixo diluindo as qualidades que a trama possui de nos envolver com seus segredos e possíveis adivinhações. Ganhamos detalhes, sem que haja qualquer aprofundamento nos personagens, em suas personalidade e objetivos, ao contrário, eles estão apenas a serviço de mais uma história.