Posts com Tag ‘Wes Anderson’

ograndehotelbudapesteThe Grand Budapest Hotel (2014 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

A patifaria de sempre de Wes Anderson, só que dessa vez travestida da década de 30, o Nazismo e o período entre as duas Grandes Guerras. De um lado o fino, o elegante, um luxuoso hotel e seu consierge (Ralph Fiennes) alcançando o cumulo da sofisticação. De outro lado a estrutura estéreo, imersa em cores berrantes (elevador vermelho e uniformes roxos), dos filmes de Wes Anderson. No meio disso uma intricada trama com direito a roubo de quadro, e vilões patifes (Willem Dafoe, Adrien Brody).

É mais uma aventura para unir atores famosos, e eternos colaboradores de Wes Anderson. Assim, Bill Murray e Owen Wilson aparecem em pequenas pontas, enquanto personagens esboçam humor por meio das sequenciais ágeis e picotadas de Anderson. Ele simplesmente traz seu universo para uma época específica, troca os losers da classe média pela alta aristocracia europeia versus um charmoso gerente de um hotel. Com direito a fuga da cadeia e outras patifarias, Wes Anderson é incorrigível.

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etudoverdade2014• É Tudo Verdade, o maior festival de documentários do país, divilgou hoje os filmes que farão parte da próxima edição (que ocorrerá no início de Abril). Retrospectivas de Shohei Imamura e Helena Solberg, docs de Eduardo Coutinho, Leon Hirzman, Jorge Furtado, um sobre Dominguinhos ou destaques internacionais como The Armstrong Lie fazem parte da programação [It’s All True]

• Entre Março e Abril, no CCBB, interessante mostra com filmes, dos anos 60, da Nouvelle Vague Tcheca [CCBB]

• As próximas semanas estão com tudo. No Cinesesc, alguns dos destaques da Mostra Tiradentes de Cinema serão exibidos, a partir de 24/03 [Cinesesc]

• Encerrando as programações especiais, a 3ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, de 20 a 27 de Março, entrada gratuita. Entre os destaques o documentário Blackfish: Fúria Animal [Ecofalante]

• Resquício das premiações, essa semana forma divulgados os indicados ao Cóndor de Oro (Oscar do cinema argentino), Wakolda foi o lider das indacações, seguido por Teses Sobre um Homicídio [OtrosCines]

• Um pouquinho sobre o filme novo dos Irmãos Dardenne, estrelado por Marion Cotilard, que deve fazer parte da competição principal em Cannes [The Playlist]

• Polêmica da Semana causou a Folha de SP, na reportagem acusa a equipe de divulgação do filme Alemão de entregar dinheiro, para cobrir gastos de viagem, a criticos de cinema. Será que os críticos se vendem por R$ 200,00 ou apenas é uma ajudinha de custo? [Folha de SP]

• Polêmica 2, não bastava Azul É a Cor Mais Quente, agora foi a vez de Ninfomaníaca ser recusado pela empresa empresa que reproduz Blu-Ray. Portanto, os dois filmes só serão encontrados em DVD. A censura voltou! [UolCinema]

• Filme novo dele está bombando na internet, leia entrevista com Wes Anderson [Slant Magazine]

os-simpsons-sylvain-chomet A cineasta Sylvain Chomet (As Bicicletas de Belleville) criou uma charmosa versão francesa para a famosa abertura do seriado Os Simpsons [Youtube]

 A polêmica do pós-oscar foi a possível briga entre o diretor Steve McQueen e o roteirista do filme, John Ridley, que estaria brigados e por isso não agradeceram, um ao ooutro, nos discursos do Oscar. Links para o texto que acusa a briga [The Wrap] e outro em que Ridley nega [The Playlist]

 Essa semana foi divulgado do lineup com os filmes que estarão na próxima edição do Festival de Tribeca, em Abril próximo. Quem sabe nesta edição os filmes sejam mais empolgantes! [Indiewire] e também as mostras paralelas [Screen Daily]

 Na próxima quinta estreia Alemão, novo filme de José Eduardo Belmonte, com Cauã Reymond como chefe do tráfico na favela do Alemão, veja o trailer [Youtube]

 Poster salternativos criados por alguns artitas para o novo filme da franquia X-Men [O Capacitador]

 Versão em video baseada no livro 1001 Filmes para Ver Antes de Morrer [Youtube]

 Entrevista com Wes Anderson sobre The Grand Hotel Budapest [Little Wihite Lies]

 Não caio nessa discussão tola de que a TV é melhor que cinema, mas a qualidade de algumas produções vem complementando muito bem o que pode ser visto na telona. Especialmente quando se fala em Serial Killers, a tv cria uma onda de seriados com todos os estilos possíveis. de True Detective e Sherlock até The Killing e Dexter. Mas, brincando com essa disputa entre cinema e tv, Hannibal é um dos novos seriados que tem ganho elogios por todos os lados, e como todo mundo conhece a trilogia do cinema do Dr. Hannibal Lecter, vale uma conferida [Slant Magazine]

padilhaerobocop• O remake de Robocop dirigido pelo diretor brasileiro José Padilha, de Tropa de Elite, vem causando frisson na crítica internacional [Hollywood Reporter] [Variety], ou pelo menos em parte dela [The Guardian]

• Philip Seymour Hoffman para recordar, um pequeno clipe resumindo sua carreira [Vimeo]

• Primeia parte da lista dos 100 Melhores Filmes Franceses da revista mais cool da França [LesInRocks]

• Festival de Berlim começou com bons elogios ao novo filme de Wes Anderson, no link um teaser para quem gosta dos filmes dele [Youtube]

• Novo filme de Gus Van Sant, Sea of Trees, terá Matthe McConaughey como protagonista [The Guardian]

• Mais salas de cinema de rua em São Paulo? Será? A Prefeitura diz que investirá [Uol Cinema]

JJ_Abrams_Set_Star_Wars• A abertura da próxima edição do Festival de Berlim será com Wes Anderson e seu Grand Budapest Hotel [Deadline]

• Quem também estará em Berlim, com filme novo, é George Clooney dirigindo The Monuments Men [Deadline]

• Star Wars VII ganhando corpo, o diretor J. J. Abrams soltou uma foto, via Twitter, do querido R2-D2 [Rolling Stone]

• O filme coletivo Rio, Eu Te Amo está saindo, aqui artigo com informações do elenco dos curtas, sinopses e algumas fotos [AdoroCinema]

• Azul é a Cor Mais Quente, trailer legendado de um filmes mais aguardados do ano, vencedor da Palma de Ouro [AdoroCinema]

• Michael Fassbender e Marion Cotilard em adaptação de Macbeth, aguardem [Vanity Fair]

Moonrise Kingdom (2012 – EUA) 

Wes Anderson conseguiu imprimir marca autoral, uma assinatura clara, e isso é um ponto que respeito em cineastas. Antagonicamente, toda essa característica própria e ímpar soa tão artificial, falsa. A repetição de personagens e situações, onde a esquisitice, sem graça, impera como um comportamento que almeja ser cool.

Os enquadramentos trabalham como uma aula de perspectiva, com profundidade, explorando os ambientes. Afinal, Anderson não quer deixar nenhum detalhe da direção de arte de fora do quadro. Cores berrantes, objetos estranhos, reações mecânicas, tudo faz parte do seu jogo de cena, onde a melancolia tende ao excêntrico. E essa excentricidade opaca, sem vida e nem cor. Inodora, incapaz de explorar além da mesmice de sua fórmula se torna mais e mais a base de sua filmografia.

Dessa vez a história volta aos anos 60. Dois adolescentes desajustados, um bando de adultos esquisitinhos, o primeiro amor e um desejo de romper com os limites impostos pelos pais. Tantas tolices entre as relações entre adultos, enquanto o que de realmente interessante está naqueles dois jovens e em sua fuga, o misto de inocência e rebeldia. O melhor do filme está ali, nos dois jovens atores desconhecidos, o peso do elenco de estrelas pretende trazer alívio cômico (tão desnecessário).

The Life Aquatic with Steve Zissou (2004 – EUA) 

Não há um quê de alma nos filmes de Wes Anderson que já conferi. Mudam as situações e mantém-se os personagens elevados a enésima potência da sem-gracice, querendo dali retirar humor. Mas é aquele humor de sorriso amarelo, de personagens tolos, ou losers, ou das duas coisas. Anderson aprecia o estranho, e acredita que pode fazer disso algo mais. Só consegue ficar dentro de um universo que ele mesmo criou, vive numa bolha cinematográfica.

Essa é a história de um oceanógrafo e cineasta, metalinguagem só na ideia, já que ele poderia ser o Ed Wood dos documentários aquáticos. Não bastasse a vontade de ser cool, com detalhes jogados durante o filme, como Seu Jorge tocando violão em tudo quanto é canto do filme (completamente sem função alguma).

Wes Anderson ainda guarda sequencias de ação, tiroteios. Para em busca do pior dos clichês do cinema para adaptar ao seu formato de cinema artificial, pastel, nem retrô e nem moderninho, apenas um cínico da esquisitice.