Posts com Tag ‘Whoopi Goldberg’

acorpurpuraThe Color Purple (1985 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

Daquela época em quer Steven Spielberg ainda não havia ganho o Oscar, este filme entrou para a história como um dos maiores perdedores do prêmio. Afinal, foram 11 indicações e nenhuma estatueta. Particlarmente, não sou dos que se comovem como melodramas, mas este, de alguma forma, toca de um jeito diferente, por mais que não tenha envelhecido sob o gosto da maioria. Sensível e humano, resgata a história de uma comunidade negra no sul dos EUA. Início do século XX, Celie (Whoopi Goldberg) e sua irmã Nettie (Akosua Busia) moram com o pai, que abusa sexualmente de Celie, ao ponto de engravidá-la duas vezes, os bebes vendidos.

O Sr Albert (Danny Glover) se encanta por Nettie, pede sua mão em casamento, porém, por ser mais jovem, o pai não permite que ela se case antes de Celie. Albert é viúvo, precisa de alguém para cuidar da casa, e de seus filhos, e aceita a garota. Celie passa a viver como uma escrava, apenas a servir o marido, e por isso não tem nenhum tipo de sentimento por ele. Seu pai tenta abusar de Nettie que foge para a casa da irmã, o marido Albert aceita recebê-la. Depois de um tempo Albert tenta abusar de Nettie, e como não consegue expulsa a moça de sua casa. O amor das suas irmãs é o único que Celie já sentiu na vida e separar-se dela é como tirar-lhe um pedaço. Albert é apaixonado há anos por Shug Avery (Margarert Avery), uma cantora de cabaret. E sempre que ela está na cidade, ele corre para vê-la. A cantora fica doente e Albert leva-a para sua casa, onde cria  grande amizade com Celie.

A amizade das duas levanta a auto-estima de Celie, entre tanta violência e histórico de abusos machistas, surge naquela mulher sinais da existência de um ser humano, ainda que carregada de rancor e desconsolo. A essência principal dessa história é o amor, e suas diversas formas de manifestação, por mais complicado ou distante que se possa estar, a chama nunca morre. Spielberg dá foco em detalhes preciosos, gestos e sorrisos, dando assim outro tom ao filme, desviando a dureza de vida daqueles personagens. Whoopi Goldberg está fabulosa, principalmente na memorável cena da separação das irmãs. Mas, a cena mais marcante é q Shug canta Miss Celie’s Blues pela primeira vez.

seraqueeleeIn & Out (1997 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Cameron Drake (Matt Dillon) é um galã de cinema, no auge da carreira. Ao receber, o tão sonhado Oscar, faz um agradecimento especial ao professor de literatura de sua cidade natal, Howard Brackett (Kevin Kline). Até ai tudo bem, o inesperado da declaração é afirmar (para o mundo tod) que Howard é gay. Afinal, Howard é noivo e nunca havia demonstrado qualquer dúvida sobre sua opção sexual. A declaração causa rebuliço em toda a cidade, chegando a causar dúvidas até no próprio professor. Tudo isso a poucos dias antes de seu casamento com Emily Montgomery (Joan Cusack).

As pessoas começam a questionar e reparar nos hábitos do professor, procurar sinais de homossexualismo. A imprensa chega à cidade para conhecer o tal professor do astro de Hollywood, um deles, Peter Malloy (Tom Selleck), estende sua permanência para preparar uma reportagem mais detalhada sobre o caso. E, no meio dessa confusão toda, Howard precisa ter certeza, se é gay ou se deseja se casar com Emily.

Comédia simples e objetiva, seu papel importante é de tratar de maneira leve a questão do homossecualismo, colocando em pauta um assunto de forma que crianças e adultos não o vejam como agressivo. Paul Rudnick criou este roteiro após ouvir as homenagens de Tom Hanks a um professor gay seu quando recebeu seu Oscar por Filadélfia. O diretor Frank Oz abusa de clichês e cenas sensacionalistas, principalmente o final carregado de melodrama e emoção. É Kevin Kline quem brilha, junto com o ótimo elenco de apoio (Wilford Brimley, e até Glenn Close e Whoopi Goldberg). Se contaginar pela música naquela cena que se tornou clássica, quem nunca?