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The China Syndrome (1979 –EUA) 

Era para ser uma simples reportagem sobre o funcionamento da primeira usina nuclear dos EUA. Nas mãos do diretor James Bridges nasce um importante estudo da liberdade de imprensa e das questões políticas que aproximam interesses do governo, da grande imprensa. E também, a questão de saúde pública e as proteções governamentais que vão de encontro ao interesse comum. Nesse jogo complexo, de vida em jogo, é travada a luta, nos bastidores, pela exibição de uma gravação comprometedora.

Kimberly Wells (Jane Fonda) apresenta notícias fúteis num telejornal, coisas como o aniversário de um tigre no zoológico. Sua emissora pretende fazer um especial sobre o funcionamento das usinas nucleares, nos EUA há uma em funcionamento e outra em processo de conclusão. Kimberly parte com o câmera Richard Adams (Michael Douglas) – ativista contra usinas nucleares, para a gravação da reportagem, até que um acidente na usina cria alvoroço na sala de controle. Richard percebe a preocupação do pessoal, tentando resolver o problema, e grava às escondidas toda a movimentação agitada na sala. Um furo nas mãos, mas a direção da emissora prefere entender melhor o que realmente aconteceu. antes de comprar briga com a usina. De outro lado, o supervisor da usina Jack Godell (Jack Lemmon) descobre a falta de interesse por segurança da alta cúpula, quando comparado aos milhões de dólares que estão perdendo com a usina fechada. São os interesses econômicos colocados acima de tudo.

Essa pequena pérola esquecida sumiu da mídia atualmente, mas causou frisson devido a um grave acidente nuclear, nos EUA, doze dias após sua estréia nos cinemas. Em resumo, é um suspense muito bem arranjado, com um Michael Douglas jovem e ativista cabeludo, e Jack Lemmon em outro momento de puro talento. Quando a cena não vai muito bem, basta apontar a camera em sua direção, que o clima de suspense está garantido.

FIRM, THE, Wilford Brimley, Tom Cruise, 1993

The Firm (1993 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Houve uma época de uma febre de filmes baseados nos livros de suspense policial, envolvendo advogados e júris, do escritor John Grisham. Sob a direção de Sydney Pollack, o best-seller sobre ética profissional não passa de um típico produto do cinema de Hollywood da década de 90, quando este tipo de suspense criou astros e marcou grandes bilheterias. A previsibilidade do roteiro, desfechso mirabolantes, sempre conectados com narrativas de prender a atenção marcaram o gênero na época e Pollack não conseguiu desvencilhar-se desse movimento.

Quando dois advogados morrem, misteriosamente, em um acidente com um barco em Cayman, é que o promissor récem-formado advogado, Mitch McDeere (Tom Cruise), descobre as verdadeiras facetas da firma (câmeras os observando, telefones grampeados, chantagem) que parecia preocupar-se tanto com o bem estar de seus funcionário, pregando a estabilidade, apoiando os casais a terem filhos, e mantendo a inabalável estatística de nenhum funcionário divorciado.

O FBI investigando os donos da firma, acusados de lavagem de dinheiro. Mitch é forçado a roubar provas, em troca de sua proteção, e da liberação de seu irmão que está preso por homicídio. Entra em cena a discussão da ética, do juramento de advogado, frente a própria sobrevivência. A dúvida ética é logo substituída pelo thriller de ação e perseguição, tão presentes nos livros de Grisham.

umhomemforadeserieThe Natural (1984 – EUA)  estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Os princípios de um homem não podem ser comprados, cada um tem os seus e não há preço para que eles possam ser violados, não importa o que tiver acontecido com a pessoa, o passado não consegue quebrar os princípios de ninguém. Este filme tenta passar esta idéia, utilizando-se de um grande elenco e um fraco roteiro, além de mostrar os sonhos juvenis de tornar-se um esportista de sucesso.

Roy Robbs (Robert Redford) é um jovem e promissor jogador de beisebol. Mora em uma fazenda, e aprendeu a amar o esporte com seu pai que morreu cedo. Ele é convidado a fazer teste em uma equipe, e parte para seus sonhos deixando sua namorada de infância Iris Gaines (Gleen Close). Na viagem, conhece o jornalista Max Mercy (Robert Duvall), e uma misteriosa mulher. O jovem se encanta pela moça, que lhe arma uma armadilha, e ele acaba tomando um tiro.

Passados 16 anos, Roy é contratado por uma equipe profissional que está em péssima situação. Sem nenhuma experiência profissional, ele é boicotado pelo técnico Pop Fisher (Wilford Brimley). O técnico é também um dos donos da equipe, mas tem um acordo com um dirigente, e precisa ser campeão, ou perderá os direitos sob a equipe. No dia em que Roy tem sua chance, ele prova seu talento e levanta toda equipe. Ganha fama repentina, e um novo affair: a exuberante Memo Paris (Kim Bassinger).

A convivência com a moça, e as noitadas, fazem-no perder rendimento, e a equipe afunda com ele. Até o dia em que ele reencontra Iris, seu antigo amor de infância, chance de nova guinada em sua vida. O roteiro pesa forte no conto moral, na ideia dos princípios-de-um-homem-não-podem-ser-comprados. Piegas, melodramático, morno, está longe dos trabalhos mais alardeados do diretor Barry Levinson.

seraqueeleeIn & Out (1997 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Cameron Drake (Matt Dillon) é um galã de cinema, no auge da carreira. Ao receber, o tão sonhado Oscar, faz um agradecimento especial ao professor de literatura de sua cidade natal, Howard Brackett (Kevin Kline). Até ai tudo bem, o inesperado da declaração é afirmar (para o mundo tod) que Howard é gay. Afinal, Howard é noivo e nunca havia demonstrado qualquer dúvida sobre sua opção sexual. A declaração causa rebuliço em toda a cidade, chegando a causar dúvidas até no próprio professor. Tudo isso a poucos dias antes de seu casamento com Emily Montgomery (Joan Cusack).

As pessoas começam a questionar e reparar nos hábitos do professor, procurar sinais de homossexualismo. A imprensa chega à cidade para conhecer o tal professor do astro de Hollywood, um deles, Peter Malloy (Tom Selleck), estende sua permanência para preparar uma reportagem mais detalhada sobre o caso. E, no meio dessa confusão toda, Howard precisa ter certeza, se é gay ou se deseja se casar com Emily.

Comédia simples e objetiva, seu papel importante é de tratar de maneira leve a questão do homossecualismo, colocando em pauta um assunto de forma que crianças e adultos não o vejam como agressivo. Paul Rudnick criou este roteiro após ouvir as homenagens de Tom Hanks a um professor gay seu quando recebeu seu Oscar por Filadélfia. O diretor Frank Oz abusa de clichês e cenas sensacionalistas, principalmente o final carregado de melodrama e emoção. É Kevin Kline quem brilha, junto com o ótimo elenco de apoio (Wilford Brimley, e até Glenn Close e Whoopi Goldberg). Se contaginar pela música naquela cena que se tornou clássica, quem nunca?