Posts com Tag ‘Will Forte’

umamoracadaesquinaShe’s Funny That Way (2014 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

A volta de Peter Bogdanovich vem com um sopro de despretensão. Repetindo fórmulas que Woody Allen tem usado à exaustão (nem sempre acertando), o veterano cineasta cria uma comédia de incorrigíveis. Repleta de tolices que unificam um pequeno grupo de personagens, em situações divertidas e improváveis. O mundo do teatro conectado a psicólogos, detetives, prostitutas e confusões tão óbvias quanto graciosas.

Do bondoso infiel à histérica psicóloga, o roteiro brinca com encontros, destinos e jogos de interesse, sempre com cunho amoroso, sem nunca perder o bom-humor. Bogdanovich brinca até nos enquandramentos e no estilo moderninho, sempre privilegiando o clima leve, o aspecto agradável. Ficamos com tão pouca opções com as comédias americanas dominadas por Judd Apatow, e sua turma, que esse levante despretensioso, embalado pelo jazz e pela histeria ingênua, soam como um bem-vindo afresco de tonalidades pueris. Um doce alívio entre tanto humor carregado de tom apelativo.

Nebraska

Publicado: fevereiro 14, 2014 em Cinema
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nebraskaNebraska (2013 – EUA)

Ainda tentando entender as verdadeiras razões por trás desse filme, Alexander Payne não deve ter realizado apenas um filme anti-climax, deveria haver algo mais ali. Sua nova comédia dramática tenta ser um filme sobre família, mas não é efetivamente. Um resgate ao passado, reencontro não planejado de amigos e histórias, nisso funciona. Nesse retorno do diretor ao road movie, dessa vez em branco e preto, é todo focado nessa autoreferencia ao passado, ao antigo.

Um idoso (Bruce Dern) teima ter ganho 1 milhão de dólares, e inferniza a família. Um dos filhos (Will Forte) se cansa da teimosia e realiza a vontade do pai de buscar o suposto premio. Poderia ser uma viagem de redescobrimento, ou de aproximação pai e filho. O próprio filho diz isso ao longo do filme, mas não é bem isso. Uma família esquisita frente a frente com a velha história dos interesseiros que surgem quando você está “por cima da carne seca”. Não é uma trama meio banal?

O humor não funciona como nos filmes anteriores de Payne, as piadas praticamente passam bem longe de surtirem efeito, algumas até beiram o ridículo. E dessa forma mergulhamos um pouco no ritmo pacato de uma cidade pequena dos EUA, se Payne buscava um retrato da pasmaceira, talvez seja a única funcionalidade efetiva de seu filme. De resto são teimosias e personagens beirando o caquético.