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provadeamor

All the Real Girls (2003 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Novamente David Gordon Green volta seus olhos, e personagens, para vida em zonas mais rurais dos EUA. As cenas entre campos são novamente influencias claras do seu admirado Terrence Malick (aliás, as semelhanças não param por ai, praticamente um sub Dias de Paraíso), porém Gordon Green acrescenta aqui características mais específicas do cinema indie americano (nesse ponto, a cena do boliche, especificamente o abraço, é típica).

É sobre essa coisa de um romance que transforma a vida de dois jovens. A garota mais jovem (Zooey Deschanel) e o conquistador da cidade (Paul Schneider), ambos finalmente se entregam verdadeiramente à paixão. Gordon Green parte da irmandade com os amigos para a proximidade com a namorada, recheado de diálogos desajeitados e sentimentos puros e explosivos.

Logo a seguir, a história (escrita por Green e Schneider) segue para a inversão de papéis, o destruidor de corações que fica de coração partido. E sofre, e passa vexame. Nesse ponto, Gordon Green cai pelo sentimentalismo, a dor latente, foge daquela coisa onírica e sensitiva, para algo que se aproxima da dor física. Lá se vai a essência, a coisa desajeitada do amor quando as palavras não parecem dizer coisa com coisa, sobram as intrigas com aqueles à sua volta.

Almost Famous (2000 – EUA) 

É tão claro o quanto de carinho, o quanto de pessoal há nesse filme de Cameron Crowe. William Miller (Patrick Fugit) é seu alter-ego, revivendo um Crowe que, assim como tantos jovens, queria ser jornalista de rock n’roll, influencia das coleções de LP’s da mãe (The Who, Led Zeppelin). Mas, no caso dele, na raça e na cara de pau, consegueu espaço numa famosa revista do gênero e cai dentro da turnê de uma banda bastante promissora.

Mergulhamos numa deliciosa viagem pelos bastidores do mundo do rock na década de 70, longe da profundidade dramática de tentar compreender ídolos, conflitos de bandas e dependências mais graves de drogas, o filme carrega mesmo esse clima feel good, entre paixões e emoções de quem tem a chance de viver sua paixão. É o momento “está acontecendo” eclipsado na vida de um jovem atrevido que foi lá e nos representa. E nesse clima, o destaque é todo da tiete Penny Lane (Kate Hudson) com sua graciosidade intrigante. Isso, sem falar em Frances McDormand, na pele da mãezona que persegue os passos do filho, e dispara aquele jargão velho conhecido “Não use drogas”. Filme par estar sempre perto, no alcance das mãos.