EP 144 – A Ameaça que Veio do Espaço

Um cult dos anos 80 revisitado. Os varandeiros aproveitaram a estreia de O Predador(22:30), de Shane Black, para rever o filme marcante de 1987, com Arnold Schwarzenegger, e debater ambos. As curiosidades que marcam diferenças e semelhanças entre os longas, a (sempre estranha) sensação de rever filmes queridos… O novo Predador fica ou cai da Varanda?

Mas antes, uma nova rodada do Boletim do Oscar (11:51), dessa vez com destaque para as atrizes que estão despontando na temporada do próximo Oscar.

Cantinho do Ouvinte, e Recomendações ecléticas, como sempre: tem o mockumentary Popstar, a série BoJack Horseman, o faroeste Por um Punhado de Dólares, e um festival de clássicos brasileiros nos cinemas. Bom podcast!


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Deslembro

Deslembro (2018) 

Não é um filme fácil de catalogar porque, como na vida, muito de nossa formação vem das nossas influências (culturais, sociais e outras), e estas simplesmente vão e vem, sem um plano perfeito e modelado a cada um. Mas, pode-se dizer que o filme é um coming-of-age em pleno período do fim da ditadura brasileira. Muito autobiográfico, a diretora Flávia Castro coloca no centro a jovem Joana (interpretada com naturalidade por Jeanne Boudier) para viver a garota que volta com sua família de Paris, ao Rio de Janeiro, durante a anistia em 1979.

Com uma narrativa fluida e tenra, sentimos na pele os pequenos dramas da adaptação, a sensação de perdimento ou o deslembrar de momentos pensos. E também, o primeiro amor e a descoberta do sexo, a proximidade com literatura e música, a redescoberta da família (principalmente a avó) e as histórias do falecido pai e dos fatos políticos que afastaram a família do Brasil. Num Brasil de tanta interpretação equivocadas de fatos e espancamento das notícias, a cineasta injeta um pouco de brilho no florescer à vida entre descobertas e decepções com um país e um povo tão tropical.


Festival: Veneza 2018

Mostra: Horizonte

Um Elefante Sentado Quieto

Da xiang xi di er zuo / An Elephant Sitting Still (2018 – CHI) 

O pessimismo por todos os lados, a visão negativa do mundo e das relações pessoais pesa em cada cena do filme de estreia de Hu Bo. Quem já leu algo sobre o filme já sabe que o jovem cineasta se suicidou aos 29 anos, e não é de se estranhar com uma obra tão desesperançada. Olhando agora é quase um filme-testamento sobre questões tão caras e atuais, e que o cineasta expõe sua visão da sociedade. Temos as consequências de bullying na escola, a jovem menor de idade num relacionamento com um adulto, o avô cujos filhos pretendem que ele vá morar num asilo. É menos um filme sobre os atos e mais sobre as consequencias, a câmera lembra os filmes dos Dardenne, mas os planos são mais fechados, ou até mesmo inusitados. Algumas vezes o travelling parte da nuca ao rosto dos personagens.
Há ainda um quarto elemento, um irmão de um dos jovens envolvidos no bullying, que pretende vingança com seu estilo meio gangster. Enquanto isso, os outros três personagens planejam viajar juntos ao norte da China, encontrar o tal elefante do título. Não deixa de ser uma alegoria de fuga, num roteiro que fala muito sobre dilemas tão atuais, mas enxerga o mundo com essa desesperança de que ninguém está livre de seus pesadelos. De pessimismo se reflete a vida, ou se pesa demais nas tintas da construção dos personagens, e aqui Hu Bo, tão aflito com seus ensejos flerta com ambos.


Festival: Berlim 2018

Mostra: Forum

EP 143 – Duas Garotas Românticas

Que onda é essa das comédias românticas feitas para a Netflix? Revival dos anos 80? Um filão em alta? Embarcamos nessa tendência e batemos um papo sobre os filmes (46:17) Para Todos os Garotos que Amei e Sierra Burgess é uma Loser.

Nesta semana, passamos a limpo a edição mais recente do Festival de Veneza, mostra que, em 2017, elegeu nada menos que o Oscar de melhor filme. Será que Alfonso Cuarón vai para festa da Academia de novo com Roma, seu filme da Netflix? Quais são os outros com chances na categoria principal (8:04) depois da mostra italiana e do Festival de Telluride (fora Toronto, que está vindo aí…)?

De quebra, nosso varandeiro honorário Gustavo Joseph traz um rápido comentário sobre o filme Infiltrado na Klan, de Spike Lee, outro que vem forte nessa corrida do Oscar.

Cantinho do Ouvinte e Recomendações com o Indie Festival 2018. Bom podcast!


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Indie 2018

Alguns comentários rápidos de vários dos filmes que fazem parte do Indie 2018, festival que resiste em meio a crise econômica do Brasil. Bem menor, só em SP (dessa vez), mas segue com sua curadoria singular e com alguns dos principais destaques dos festivais internacionais.

 

 

A Viagem da Família” o reencontro após a distancia causada pelo exílio. O chines Liang Ying coloca uma mulher como seu alter-ego, e narra um melodrama para o reencontro mãe (doente) e filha e os hiatos dessa relação.

 

Já “Torre. Um Dia Brilhante” achei bem desencontrado, sobre uma mãe ausente que retorna na 1ª comunhão da filha que ficou sob os cuidados da tia. E o ciúmes e medo da mãe biológica retomar a criação da filha começa a corroer a família por todos os lados.

 

À Deriva” filme alemão com narrativa bem poética, ao ritmo do mar e suas ondas, do vento, com duas mulheres que passam um fim de semana juntas no Mar do Norte

 

Lamaland” Reflexão dos últimos dois sobreviventes da colônia ariana, fundada pela irmã de Nietzsche, no Paraguai, num filme que quer ser o Bela Tarr latino

 

Os Indesejados da Europa” a saga dos últimos dias na vida do filósofo alemão Walter Benjamin, que tentou fugir da Alemanha ocupada, como tantos outros, e se perdeu no grupo. Um filme de longas caminhadas, de indesejados em busca da sobrevivência desesperançada.

Funan

Funan (2018 – FRA) 

A violência absurda do Khmer Vermelho no Cambodia já foram registradas por diversos filmes, como no cinema de Rithy Panh. Dessa vez, é o cineasta Denis Do a retomar as cicatrizes incuráveis. Partindo da animação, o filme conta a história de uma familia separada durante o golpe militar que levou o Khmer Vermelho ao poder. Trabalho escravo, maus-tratos, famílias separadas. É do pavor da falta de humanidade que Funan se estabelece como mais um registro histórico de mazelas que permanecem ocorrendo em vários cantos do planeta. Forte em sua história, levemente desgastado como cinema.

EP 142 – Uma Câmera na Cabeça e Uma Ideia na Mão

Seguindo a onda da semana passada, temos mais um filme brasileiro na Varanda. Ferrrugem (15:06), de Aly Muritiba, ganhou o Festival de Gramado e lança discussões sobre o cyberbullying e suas repercussões.

Pois é, vocês decidiram e vai ter Psicose (59:23) na Cinemateca da Varanda! Com uma lente de aumento, revisitamos o clássico absoluto de Alfred Hitchcock, lançado em 1960, e falamos sobre as marcas deixadas por ele na cultura pop.

Cantinho do Ouvinte, e Recomendações de filmes clássicos. Bom podcast!


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