The Silence of Others (2018 – ESP) 

O horror em forma de documentário das memórias de parentes que perderam seus familiares durante o regime da ditadura militar de Franco na Espanha. O diretores Almudena Carracedo e Robert Bahar resgatam imagens de arquivo e entrevistas, que auxiliam a recordar a Lei da Anistia e outros tantos absurdos. A denuncia que esses momentos históricos não são bem detalhados nas escolas, o homem que vive perto do seu torturador, as histórias são as mesmas que os regimes latinos também passaram, demonstrando que na Europa a falta de democracia e liberdades também fez suas vitimas e deixou sequelas.


Festival: Berlim 2018

Mostra: Panorama Doc

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EP 161 – Todos Estão Cegos

Publicado: janeiro 14, 2019 em Cinema

O filme que todo mundo viu não poderia faltar na Varanda. Bird Box (15:11) é dirigido pela dinamarquesa Susanne Bier e estrelado por Sandra Bullock. Lançado pela Netflix, rapidamente se tornou um hit e um típico caso de ‘ame-ou-odeie’. Ele fica ou cai da varanda?

A sequencia mais tardia da história do cinema também pede espaço. O Retorno de Mary Poppins (37:24), dirigido pelo especialista em musicais Rob Marshall, está bem cotado entre as premiações e pode aparecer no Oscar. Fez justiça ao clássico?

Ano vai, ano vem e as expectativas dos cinéfilos se renovam. Afinal, o que podemos esperar do cinema no ano que se inicia? Os varandeiros voltaram a pesquisar muitos dos títulos que prometem agitar os cinemas e os festivais em 2019, entre blockbusters, fitas de super-heróis e títulos de um cinema mais autoral. Eis aqui essa pequena amostragem do que estamos em Altas Expectativas (1:16:19).

Os indicados ao DGA no Boletim do Oscar, enquanto no Puxadinho da Varanda (1:32:34) há espaço para discutir Black Mirror: Bandersnatch e destacar a animação japonesa Crianças Lobo. E os comentários dos ouvintes sobre os episódios anteriores no Cantinho do Ouvinte (1:46:52). Bom Podcast!


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Perfectos Desconocidos / Perfect Strangers (2017 – ESP) 

Outra obra provocativa do diretor espanhol Álex de la Iglesia, que mantém sua marca de um cinema de ritmo acelerado, cores fortes e diálogos críticos e satíricos. Dessa vez se aproveita de um tema que ainda será clichê, afinal os perigos da da quebra dos segredo por comta da tecnologia parece óbvio, destruindo amizades e relacionamentos.

A trama marca um jantar de sete amigos, numa noite de eclipse de sangue, quando um deles propõe um jogo, que todos coloquem seus celulares à mesa e leiam todas as mensagens, atendem todas as ligações, para que todos ouçam. Crises matrimoniais e casos de infidelidade se misturam com outros segredos familiares e um festival de descobertas cujos amigos de décadas jamais poderia imaginar. Elementar em sua proposta, Iglesia diverte mais por seu estilo saboroso em filmar.

Direções

Publicado: janeiro 12, 2019 em Cinema
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Posoki / Directions (2017 – BUL) 

A sociedade búlgara resumida através dos dramas de motoristas de táxi. Numa narrativa quase documental, o filme de Stephan Komandarev pega emprestado as corridas dos taxistas para esse raio-x de um país que ainda sofre das mazelas do regime socialista totalitário de outrora. Os pequenos dramas vão desde cunho financeiro e social, até aos costumes e aspectos morais búlgaros.

Do suicida da ponte, passando pela jovem prostituta ou o torturador do antigo regime que acabou com os sonhos de alguém que despontava na carreira, um conjunto de tragédias individuais onde Komandarev resume uma Nação em frangalhos, estacionada em suas limitações.


Festival: Cannes 2017

Mostra: Un Certain Regard

EP 160 – Minha Vida em Mercury

Publicado: janeiro 9, 2019 em Podcast

Um episódio especial só sobre premiações, e com a ilustre presença de Vitor Búrigo, do @cinevitor, em sua primeira visita à Varanda. O ano mal começou e já estamos em dose dupla essa semana. Aguardem: a quinta-feira teremos outro programa, em nosso formato tradicional.

O Globo de Ouro (4:12) está no centro das atenções da Varanda. Enquanto muitos ainda estão de ressaca ou caindo de sono, os varandeiros debatem tudo sobre a premiação que surpreendeu com o prêmio principal para Bohemian Rhapsody e a esnobada em Nasce uma Estrela. Os grandes momentos dos discursos, os erros e acertos, uma geral no prêmio que abre o ano novo.

E um Boletim do Oscar (56:35) recheado com a atualização de todos os indicados aos sindicatos (de produtores, de fotografia, de roteiristas, de direção de arte, etc…). Enfim, a Corrida do Oscar retomada em ritmo acelerado.

E as Recomendações (1:06:22) que vão desde o documentário Paris is Burning, passando pela comedia brasileiras Minha Vida em Marte e a animação WiFi Ralph – Quebrando a Internet, Bom podcast!


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Blind Spot

Publicado: janeiro 7, 2019 em Cinema
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Blindsone / Blind Spot (2018 – NOR) 

O filme de Tuva Novotny foi sensação no recém encerrado Festival de San Sebástian. Todo gravado num único plano-sequencia, começa acompanhando uma adolescente saindo do treino de handball e voltando para casa com a família. Um incidente, hospital, pais enlouquecidos. Enquanto acompanhamos a reação e o desespero, e alguns fatos surgem para explicar mais sobre os personagens, os médicos operam a paciente.

É mais uma tentativa interessante desse cinema real-time, de acompanhar os acontecimentos dos fatos sem elipses, minuto a minuto. O enfermeiro que tenta acalmar a familia, os médicos trazendo boletins e o drama pessoal de uma família norueguesa comum, enfrentando seus dilemas. Por outro lado, é outro típico produto que chama mais atenção pelo cuidado técnico em fazer acontecer num único plano-sequencia, alguns vão achar desnecessário, outros interessados nessa capacidade de dar dinamismo, sem cortes.


Festival: San Sebastian 2018

Mostra: Competição

Don’t Worry, He Won’t Get Far on Foot (2018 – EUA) 

Como é curiosa, e nada retilínea, a carreira de Gus Van Sant. Um cineasta de filmes inspiradores, outros quase experimentais, comedias e melodramas sentimentais. A cinebiografia do cartunista é John Callahan (Joaquin Phoenix) se enquadra nessa leva de seus filmes mais básicos e que inspiram pela história de vida edificante, e não por um tipo de cinema inspirador.

Do alcoolatra que sofre um acidente e fica tetraplégico, até sua redescoberta como viver, incluindo sua “vocação” para sua provocante carreira artística, o que temos é um filme que busca reconstiuir época e recriar a historia, mas sempre amarrado num estilo quadrado, por mais controverso que o personagem possa ser.


Festival: Sundance 2018

Mostra: Premières